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Brasil ainda não está preparado para banda larga móvel


Durante a mesa-redonda no Futurecom 2009, fabricantes, operadoras e órgãos públicos atribuem o despreparo à falta de incentivo governamental eà pouca experiência do setor privado em relação ao modelo de negócio da internet oferecido no País.

Internet pelo celular deve chegar a 60 milhões em 2014


No seminário “A Evolução Da Banda Larga no Brasil e seus Impactos nos Negócios Atuais e Futuros”, executivos da Vivo, Qualcomm, Huawei, Ericsson, Nokia Siemens, IBM, Acision e representantes da Embratel e Ministério das Comunicações chegaram ao consenso de que as operadoras e empresas no Brasil ainda precisam aprender a lucrar com internet móvel.

Outro ponto negativo citado para o desenvolvimento dos negócios é a falta de um serviço de transmissão eficiente no País. Segundo Ricardo Fernandez Pereira, gerente de marketing da Embratel de SME, ainda existe uma necessidade forte de investimentos para o setor de infraestrutura. “Em internet existem dois eixos: a massificação e a evolução de uso da banda larga. Nos dois casos é fundamental o desenvolvimento da transmissão para o uso qualitativo”.

“A qualidade e capacidade no Brasil, se comparada a taxa cobrada é muito inferior”, essa afirmação vem do gerente-geral de certificação e engenharia do órgão regulador, Francisco Carlos Giacomini Soares, que deu como alternativa para suprir a carência de espectros o uso do 450 Mhz como estratégia B. “Não podemos esquecer da parte regulatória que também é importante para o desenvolvimento”, completa.

Com o crescimento do uso da internet móvel no País, é abrangente a existência de problemas com o modelo de planos comercializados, por causa, também, do desconhecimento das operadoras. Para Rafael Steinhauser, presidente da Acision na América Latina, a forma como a banda larga é comercializada nacionalmente está fora dos padrões do mundo. “O ideal é equalizar aquilo que é oferecido com o que é pago”, propõe.

Junto com os preços elevados dos serviços e a intensidade de tributos cobrados pelo governo, as operadoras demonstram dificuldades em tirar proveito dos aplicativos disponíveis. Steinhauser constata que as companhias precisam aprender a transformar os recursos existentes em serviços de valor agregado, como é o caso dos pagamentos bancários pelo celular. “Para isso acontecer, o governo deve incentivar com as definições rápidas dos espectros”.

Mesmo que a disponibilidade de aplicativos seja imensurável, para o executivo de desenvolvimento de negócios da IBM, Roberto de Athayde Vicente, as operadoras precisam conhecer seus clientes. “Ter controle da rede e do usuário é muito importante”.

Com relação a infraestrutura, o executivo da IBM enfatiza como a influenciadora direta no lucro de valor agregado para as operadoras e “sem uma boa rede, as empresas matam seus serviços”. “Mas, será que só a velocidade é suficiente? Preços e outros serviços como LDA também são importantes, principalmente para manter os clientes”, define.

Operadoras
Em um dos cantos do ringue, Paulo César Pereira Teixeira, vice-presidente executivo de operações da Vivo, aponta que, apesar da companhia atender 560 municípios brasileiros e ter aumentado as vendas de smartphones nesse ano, o grande problema são as questões tributárias. “A internet é sinônimo de produtividade e não investimos mais no Brasil por causa dos impostos”, alega.

“Estamos realizando uma ampla consulta para enriquecer o Plano Nacional de Banda Larga”, se defende o representante do Ministério das Comunicações, Átila Augusto Souto. Ele também usa como prova do empenho do governo, o convite das operadoras em participar do plano de melhorias, o qual todas foram representadas pela TeleBrasil.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Huawei, o resultada indica que até 2011, serão 20 milhões de assinantes de banda larga móvel e, na Copa do Mundo, em 2014, chegará a mais de 60 milhões. Segundo o diretor de soluções e marketing da fabricante, Marcelo Motta, para o Brasil a grande solução será a utilização do LTE. “Serão milhares de pessoas conectadas ao mesmo tempo na Copa e nas Olimpíadas e o País não pode dar vexame”, alerta.

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