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Claro defende pacto para expansão da banda larga


É necessário estabelecer um novo pacto para a expansão da banda larga no Brasil. Foi isso que defendeu João Cox, presidente da Claro, em seu discurso no Futurecom, nesta quarta-feira, dia 14. Segundo ele, é preciso uma discussão “madura” envolvendo governo, iniciativa privada
e sociedade, em uma referência tácita à discussão que o governo vem travando, até agora sozinho, para a elaboração do Plano Nacional de Banda Larga.

Para o presidente da Claro, o debate passaria pela discussão de mudanças tributárias, de faixas do espectro radiofônico e pelo uso, tanto por parte do governo quanto da iniciativa privada, da infraestrutura ociosa já existente no Brasil – em mais uma referência tácita, desta vez à rede
da Eletronet, que vem sendo cogitada pelo governo federal como base do plano.

Segundo Cox, a banda larga móvel vai ser essencial na disseminação de banda larga não só pela facilidade de acesso, permitindo que a pessoa acesse de qualquer lugar, mas também pela maior penetração de laptops atualmente, em comparação com desktops, e pela maior penetração de
celulares com acesso à internet. Ele apresentou dados que dão conta de que, no Brasil, os acessos em banda larga cresceram 90% entre dezembro de 2008 e junho de 2009, passando de 800 mil acessos para 2,1 milhões.

Outro dado apresentado foi sobre a maior penetração, atualmente, das linhas móveis comparada à das linhas fixas. “Até fim de 2010, haverá 100% de penetração de celular”, prevê Cox. “Em 2009, há no Brasil 129 milhões de linhas móveis e 41,6 milhões de linhas fixas”, completou. No mundo, são 600 milhões de linhas móveis, contra 500 milhões de linhas fixas.

Para incluir a banda larga móvel na expansão da banda larga do País, seria necessário desonerar as empresas de telefonia, defendeu Cox, que lembrou o fato de o setor ter carga tributária de 50%, maior que a dos setores de perfumes, cigarros e munição. “Falar em expansão da banda
larga sem endereçar este tema é fazer sofisma de composição”, analisou o presidente da Claro.

Completando os pontos essenciais da expansão da banda larga estaria a disponibilização de faixas de frequência de radiofonia para as tecnologias 3G ou 4G, ainda não leiloadas. “Frequências mais baixas são melhores que as mais altas”, afirmou o presidente da Claro, lembrando que disso também vai depender a expansão da banda larga móvel, principalmente em áreas rurais.

Referencia guiadascidadedigitais

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