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Declarada guerra no mercado de modems 3G


O tempo esquentou ainda mais no já aquecido mercado de modems 3G. E o termômetro daquilo a que poderemos assistir nos próximos meses será a TIM. A nova política de diversificação de oferta implantada pelo seu presidente, Luca Luciani, chega com força total ao mercado de modems 3G nos próximos meses. E a entrada de novos fornecedores, como a Nokia e Motorola, já vem há alguns meses apimentando as concorrências para fornecimento de produtos.

“Cotamos Nokia e LG, mas elas não chegaram a ter margem para competir com as chinesas”, disse Rafael Marquez, gerente de Criação de Serviços e Gerenciamento de Terminais da TIM. Uma nova cotação será feita antes do fim do ano.

Na Nokia, uma fonte confirma a entrada da empresa no mercado de modems 3G. A primeira operadora a oferecer o produto deverá iniciar as vendas nos próximos dias. A estratégia da empresa é, como a da TIM, diversificar o portifólio de ofertas para as operadoras parceiras. E o diferencial estará no design, bastante compacto.

As chinesas Huawei e ZTE China (que fornece componentes e fabrica para a Onda, hoje dona de 50% do market share da TIM em venda e base instalada, e querendo mais) lutam pela liderança. Na Onda, a ordem é cerrar fileiras junto à ZTE Brasil para bater na Huawei. Exemplos de quão agressiva a parceira será já estão visíveis no Futurecom.

Durante o lançamento de novos celulares, a ZTE Brasil garantiu já ter 70% de participação no mercado brasileiro de modems 3G. E pretender manter a liderança em 2010 com o lançamento de produtos inovadores, como o modelo 3G com recebimento do sinal de TV digital. Não por acaso, projeto de engenharia da parceira Onda, que já tem o produto pronto, em demonstração one seg no seu estande e no da TIM. A chegada deste modelo ao mercado está prevista para o primeiro trimestre de 2010, segundo Bruno Giacometti, porta-voz da Onda. O preço deverá girar em torno de US$ 150 para o consumidor final. Mas isso depende da TIM e dos planos para oferta do serviço, que ainda não tem valores fechados.

Onda forte

Empresa italiana, a Onda chegou ao mercado brasileiro há dois anos com a missão de atender prioritariamente a TIM. Começou com produção local com a Celestica, mas foi obrigada a importar 100% do que fornecia após o fechamento da parceria em meados deste ano. Agora se prepara para anunciar nova parceria de produção local, ainda em negociação. Razão pela qual o nome não pode ser revelado. A ZTE Brasil pode ser parceira de fabricação também aqui no Brasil, para produtos em comum. Mas não está descartada fabricação própria para produtos exclusivos. Os planos são agressivos. Tanto que a expectativa é de que em cinco anos a unidade Brasil represente 30% da receita da Onda mundial, que faturou 100 milhões de euros em 2008. E, para isso, ela quer expandir sua atuação para outras operadoras e vender diretamente no varejo.

Ao contrário da parceira e das concorrentes, a Onda escolheu trabalhar inicialmente no Brasil em apenas um segmento – o de modems para acesso internet banda larga, em 7.2 -, deixando de lado o mercado de aparelhos, no qual pode estrear a partir do primeiro trimestre de 2010, com um modelo Android, segundo informou Vincenzo Di Giorgio, presidente e CEO/Latam.

A empresa também se prepara para mostrar que o modem 3G pode fazer mais do que o simples acesso à internet, investindo na inclusão de serviços agregados, em consonância com a estratégia da TIM, que já há algum tempo tem investido na oferta de pen modems com a possibilidade de entrada de chips de memória, transformando-os em pen drives. TIM e Onda investirão ainda na oferta de modems com design diferenciado. Nos próximos dias, a TIM começa a vender o modem customizado da Onda com design da italiana Ducati, e velocidade de 7.2, que deverá ser concorrente direto do modem da Nokia.

Outros dois lançamentos da TIM serão feitos ao longo dos próximos meses: o modem 3G com TV Digital, também da Onda e outro com videochamada, transversal. A Tim incluirá o serviço nos modens Huawei, Onda e o que mais vier a ter. A empresa ainda estuda a oferta, também com a Onda, de um modem 3G com serviço VoIP agregado.

Em demonstração no estande da Onda, o modelo VoIP instala um teclado virtual e um software VoIP para uso de voz sobre IP em ligações internacionais no modelo do Skype, em parceria com a FooCall. Segundo Giacometti, o argumento de negociação com a operadora é o de revenue share da receita VoIP, além da vantagem de não ver seu usuário abandonar o celular e recorrer à telefonia fixa para ligações internacionais.

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