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TV Digital: mercado para conversores, há. Quem vai fabricar?


O consumidor brasileiro que espera pela interatividade na TV Digital deve anotar e cobrar depois: Walter Duran, diretor Executivo do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Philips, falando em nome da Eletros, associação que congrega os fabricantes de receptores, garante que a maioria deles já “trabalha duro para ter produtos com o Ginga, a preço acessível e em uma data aceitável”.

Que data seria essa? “Podemos considerar a Copa do Mundo de 2010”, disse ele, sem esquecer de fazer a ressalva de que o consumidor que quiser comprar um televisor apto a receber o sinal de TV Digital não precisa esperar. Pode comprar um dos modelos sem interatividade disponíveis hoje e um conversor interativo no primeiro semestre do ano que vem.

“O mercado vai ser sempre segmentado. Você nunca vai comprar a última palavra em computador, porque dois meses depois já existe algo melhor. É a dinâmica da era digital. Também funciona assim para a eletrônica de consumo digital”, afirma o executivo.

Walter Duran foi um dos participantes do painel que discutiu o futuro da TV Digital na América Latina, durante o Futurecom 2009. E defendeu o mesmo argumento do assessor da Casa Civil, André Barbosa – como ele integrante do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital – de que há mercado para conversores. Segundo ele, a base instalada de televisores no Brasil ainda é 50% composta de aparelhos de tubo.

Duran fala sobre os aparelhos de plasma e LCD. “Aqui no Brasil estamos entrando na quarta onda das TVs de LCD. E os equipamentos das primeiras gerações não são jogados fora. Vão para as casas de praia, os sítios, cômodos menos nobres onde o cabo não chega e a recepção é ruim, e nos quais o receptor digital pode ser a solução”, diz ele. Mas, perguntado se a Philips manteria a fabricação de conversor, Duran respondeu que um “talvez” seria, hoje, a melhor resposta.

Segundo ele, as vendas de televisores com conversores digitais embutidos superam hoje as de conversores avulsos no mercado brasileiro. A Philips foi uma das primeiras a fabricar conversores aqui. Hoje está otimista com a expansão do mercado para países da América Latina. A empresa tem duas fábricas na região: uma no Brasil, outra na Argentina. E a logística, para quem tem fabricação local, fica mais simples do que para quem tem que trazer produtos acabados de outros continentes.

Presente ao mesmo painel, David Brito, presidente da TQTVD, desenvolvedora do Astro-TV, implementação do Ginga, garante que a chegada da interatividade é uma questão de meses. “Está aí na esquina”, disse. Ao menos dois produtos interativos em demonstração no estande do Fórum SBTVD ainda mantêm o cronograma de lançamento para o Natal.

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