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Empresa canadense traz para o Brasil solução que controla tráfego de rede móvel

20 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Solução myPolicy foi desenvolvida para restringir o acesso desnivelado de usuários do iPhone e BlackBerry, cuja função será disponibilizar somente o que cada pessoa utiliza e sem prejudicar o serviço wireless.

A companhia canadense Bridgewater criou uma solução que ofereça controle do crescente tráfego de dados na rede, por meio de dispositivos móveis como iPhone e BackBerry. Segundo Carlos Aguilar Mendoza, engenheiro de sistemas sênior da companhia, com o myPolicy os usuários finais não terão surpresas em suas contas no final do mês, porque estarão limitados a uma determinada quantidade de acesso.

O executivo esclarece que a ferramenta foi desenvolvida com o intuito de melhorar o uso da rede pelos consumidores e que “as operadoras que agregarem essa funcionalidade terão um retorno garantido, já que seus clientes não terão problemas com o sistema sobrecarregado”, explica.

Para Mendoza, também é importante que as operadoras adotem um sistema como esse, para contornar um possível colapso do backhall. “Oferecemos uma personalização da experiencia de consumo e oferecemos melhorias de tráfego, pois quando percebemos um congestionamento na rede, a equilibramos para que todos os usuários usem de maneira equivalente e somente o necessário, Não havendo desperdício”.

A solução se aplica aos padrões de GSM, CDMA, além do LTE e WiMAX, pelo qual a Embratel já é cliente da companhia. De acordo com o executivo, a expectativa da entrada no Brasil é grande, pois “a experiência é muito mais amigável, diz.

Segundo Mendoza, a plataforma é única e controlada pelo próprio usuário, fazendo com que ele tenha domínio total do recurso. “Para a operadora que disponibilizar o myPolicy, a qualidade de relacionamento com o cliente também ficará melhor”, afirma.

Brasil ainda não está preparado para banda larga móvel

15 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Durante a mesa-redonda no Futurecom 2009, fabricantes, operadoras e órgãos públicos atribuem o despreparo à falta de incentivo governamental eà pouca experiência do setor privado em relação ao modelo de negócio da internet oferecido no País.

Internet pelo celular deve chegar a 60 milhões em 2014


No seminário “A Evolução Da Banda Larga no Brasil e seus Impactos nos Negócios Atuais e Futuros”, executivos da Vivo, Qualcomm, Huawei, Ericsson, Nokia Siemens, IBM, Acision e representantes da Embratel e Ministério das Comunicações chegaram ao consenso de que as operadoras e empresas no Brasil ainda precisam aprender a lucrar com internet móvel.

Outro ponto negativo citado para o desenvolvimento dos negócios é a falta de um serviço de transmissão eficiente no País. Segundo Ricardo Fernandez Pereira, gerente de marketing da Embratel de SME, ainda existe uma necessidade forte de investimentos para o setor de infraestrutura. “Em internet existem dois eixos: a massificação e a evolução de uso da banda larga. Nos dois casos é fundamental o desenvolvimento da transmissão para o uso qualitativo”.

“A qualidade e capacidade no Brasil, se comparada a taxa cobrada é muito inferior”, essa afirmação vem do gerente-geral de certificação e engenharia do órgão regulador, Francisco Carlos Giacomini Soares, que deu como alternativa para suprir a carência de espectros o uso do 450 Mhz como estratégia B. “Não podemos esquecer da parte regulatória que também é importante para o desenvolvimento”, completa.

Com o crescimento do uso da internet móvel no País, é abrangente a existência de problemas com o modelo de planos comercializados, por causa, também, do desconhecimento das operadoras. Para Rafael Steinhauser, presidente da Acision na América Latina, a forma como a banda larga é comercializada nacionalmente está fora dos padrões do mundo. “O ideal é equalizar aquilo que é oferecido com o que é pago”, propõe.

Junto com os preços elevados dos serviços e a intensidade de tributos cobrados pelo governo, as operadoras demonstram dificuldades em tirar proveito dos aplicativos disponíveis. Steinhauser constata que as companhias precisam aprender a transformar os recursos existentes em serviços de valor agregado, como é o caso dos pagamentos bancários pelo celular. “Para isso acontecer, o governo deve incentivar com as definições rápidas dos espectros”.

Mesmo que a disponibilidade de aplicativos seja imensurável, para o executivo de desenvolvimento de negócios da IBM, Roberto de Athayde Vicente, as operadoras precisam conhecer seus clientes. “Ter controle da rede e do usuário é muito importante”.

Com relação a infraestrutura, o executivo da IBM enfatiza como a influenciadora direta no lucro de valor agregado para as operadoras e “sem uma boa rede, as empresas matam seus serviços”. “Mas, será que só a velocidade é suficiente? Preços e outros serviços como LDA também são importantes, principalmente para manter os clientes”, define.

Operadoras
Em um dos cantos do ringue, Paulo César Pereira Teixeira, vice-presidente executivo de operações da Vivo, aponta que, apesar da companhia atender 560 municípios brasileiros e ter aumentado as vendas de smartphones nesse ano, o grande problema são as questões tributárias. “A internet é sinônimo de produtividade e não investimos mais no Brasil por causa dos impostos”, alega.

“Estamos realizando uma ampla consulta para enriquecer o Plano Nacional de Banda Larga”, se defende o representante do Ministério das Comunicações, Átila Augusto Souto. Ele também usa como prova do empenho do governo, o convite das operadoras em participar do plano de melhorias, o qual todas foram representadas pela TeleBrasil.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Huawei, o resultada indica que até 2011, serão 20 milhões de assinantes de banda larga móvel e, na Copa do Mundo, em 2014, chegará a mais de 60 milhões. Segundo o diretor de soluções e marketing da fabricante, Marcelo Motta, para o Brasil a grande solução será a utilização do LTE. “Serão milhares de pessoas conectadas ao mesmo tempo na Copa e nas Olimpíadas e o País não pode dar vexame”, alerta.

Livro Gratis Redes sem fio no Mundo em Desenvolvimento

14 de outubro de 2009 Deixe um comentário

o livro “Redes sem fio no Mundo em Desenvolvimento”, versão em português da publicação “Wireless Networking in the Developing World”, como parte do projeto que visa a implementação de projetos de infra-estrutura de comunicações sem fio em todo o mundo, fornecendo informações e recursos para a comunidade wireless.

Download WNDW

A tradução para o português foi feita por Cesar Brod e Joice Käffer, da Brod Tecnologia (www.brod.com.br). A obra possui tradução também nos idiomas inglês, espanhol, árabe, francês e italiano.

Segundo a equipe do WNDW, a estratégia de lançar o livro através de uma licença Creative Commons busca atingir uma audiência mais ampla, distribuindo o conhecimento sobre redes sem fio de baixo custo para aqueles que mais têm necessidade desta tecnologia.

Além de poder obter o livro gratuitamente (formato .pdf) ou encomendar uma cópia impressa, os interessados poderão participar de fóruns comunitários e materiais adicionais no portal http://wndw.net/.

A publicação deste trabalho tem o apoio do Centro Internacional de Desenvolvimento do Canadá, http://www.idrc.ca/. Apoio adicional foi fornecido por NetworktheWorld.org.