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Testando o throughput da rede com o Iperf (gerador de tráfego)

23 de março de 2011 Deixe um comentário

Testando o throughput da rede com o Iperf (gerador de tráfego)

 

Uma ferramenta extremamente útil e ainda gratuita!!

O Iperf é um software livre, do tipo client/server desenvolvido pelo National Laboratory for Applied Network Research (NLANR). Com ele podemos testar/medir o throughput da rede, e é claro, também podemos usá-lo como ferramenta de apoio para outros testes, como por exemplo saber se o controle de banda na rede esta realmente sendo executado

Para usar o Iperf basta iniciá-lo como server em um PC, e como client noutro. O client passará a enviar tráfego TCP para o servidor por 10 segundos, e em seguida mostrará a quantidade dados transferida (MBytes) e a velocidade atingida (Mbits/s).

Faça o download do programa aqui (há versões para Windows, Solaris e OS X), e instale-o nos dois computadores a serem utilizados no teste (basta copiar o arquivo iperf.exe para uma pasta qualquer, no caso do Windows).

Como usar o Iperf no Windows

Via linha de comando (Iniciar > Executar > digite “cmd”) entre na pasta onde o Iperf foi salvo e depois digite iperf –s. Este comando fará o Iperf ser executado como server e ele passará a aguardar as conexões do client.

SERVER PC

C:\Program Files\Iperf>iperf –s

No segundo computador utilizado para o teste, na linha de comando, digite iperf – c e o IP do Iperf Server. Isto é suficiente para que o Iperf envie tráfego TCP do client para o server durante 10 segundo (essa é a configuração padrão).

CLIENT PC

C:\Program Files\Iperf>iperf –c 10.10.8.75

Após 10 segundos as informações são mostradas, como na imagem acima. Neste exemplo, em 10 segundos foram transferidos 109 MBytes, atingindo a velocidade de média de 91,2 Mbits/sec (normal em uma rede 100 Mbits).

No server também são mostradas as estatísticas.

Mudando a configuração padrão – Teste bidirecional

Apesar do Iperf enviar tráfego no sentido Client –> Server por padrão, podemos configurá-lo para que o teste seja executado nos dois sentidos simultaneamente.

TESTE BIDIRECIONAL

Execute o Iperf Server da mesma forma (iperf –s) e do lado client adicione o argumento –d.

Assim como no teste anterior após 10 segundos as estatísticas são mostradas. Observe que desta vez temos duas linhas, sendo que em um sentido a transferência atingiu 24,1 Mbits/s e no outro 91.8 Mbits/s. Se somarmos as duas temos 115,9 Mbits/s (bem abaixo dos 200 Mbits/s nominal de uma rede full duplex…).

Usando UDP

Outra opção é adicionar o argumento –u nos dois lados (server e client) para que o teste seja efetuado com pacotes UDP.

USANDO UDP

SERVER –  C:\Program Files\Iperf> iperf -s –u
CLIENT  –  C:\Program Files\Iperf> iperf –
c 10.10.8.75 –u

Usando esta opção, no fim, quando são exibidas as estatísticas no server, aparecem mais três itens: Jitter, número total de pacotes transmitidos e pacotes perdidos.

Nos mesmos 10 segundos utilizados anteriormente, tivemos 6,242 milissegundos de jitter e nenhum pacote perdido, de 893 transmitidos. Observe também, que a transferência de dados foi menor, isso porque a taxa de transferência padrão UDP no Iperf é de 1 Mbps.

Se você quiser aumentar a banda utilize a opção –b do lado client (iperf –c 10.10.8.75 –b 200M, por exemplo). Este opção funciona para o modo UDP apenas.

Mais opções

Além das opções já citadas, o Iperf ainda oferece outros argumentos, que podem ser utilizados de acordo com sua necessidade.

Client e Server:

  • -f      Formato das informações: Kbits, Mbits, KBytes, MBytes
  • -h     Ajuda – Mostrará todas as opções
  • -i n   Exibe o status a cada n segundos
  • -o <filename> Salva o resultado ou mensagem de erro em um arquivo
  • -p     Especifica a porta a ser utilizada
  • -u     Define o uso do UDP, ao invés do TCP
  • -v     Mostra a versão

Server:

  • -s     Inicia o Iperf como Servidor

Client:

  • -c     Inicia o Iperf como Cliente (client)
  • -d     Para fazer o teste bidirecional simultaneamente (dualtest)
  • -b     Especifica a banda a ser utilizada (bandwith)
  • -n     Número de byte para transmissão
  • -r     Para fazer o teste bidirecional sendo um lado de cada vez (tradoff)
  • -t     Tempo de transmissão (default 10 segundos)

Interface Gráfica

Pra ficar ainda melhor Pra quem não gosta ou tem medo da linha de comando temos a interface gráfica Jperf.

Faça o download e descompacte a pasta Jperf. Nesta temos a interface gráfica e o próprio Iperf. Execute o arquivo Jperf.bat, que iniciará a interface em Java.

 

Considerações

  • Além da rede, o poder de processamento das máquinas utilizadas e a utilização da CPU e Memória das mesmas também influenciam no resultado;
  • Cuidado ao gerar tráfego em uma rede em produção;
  • Para você ter parâmetros de comparação, é aconselhável fazer um teste ponto a ponto, com dois computadores conectados através de cabo crossover. Depois testar usando a rede;
  • Quando usando UDP você pode especificar a banda máxima possível, 1000M, por exemplo. Faça o teste e verifique se hoje perda de pacote. Se houver, repita o teste diminuindo a banda para 900M e verifique novamente. Repita o processo até chegar a um ponto em que não haja perda de pacote;
  • Lembre-se que o resultado mostra o resultado obtido naquele momento. Um segundo depois, em um novo teste, o resultado pode ser outro;

 

Nanostation 2.4Ghz

11 de novembro de 2009 1 comentário

Meu Mais novo Brinquedo

Chegaram ao mercado wireless estes dois produtos produzidos pela Ubiquiti .

Nanostation é um equipamento de plataforma wireless e vem nas freguencias 2.4ghz e 5Ghz , respectivamente como NANOSTATION2 E NANOSTATION5 .

Apesar de parecer frágil , demostra uma versatilidade e eficiencia no uso. Nanostation2 acompanha uma antena de 10dBi integrada e com saída para outra externa.
Pode ser aplicado em ambientes internos e externos como ponto a ponto e
ponto multi ponto .
Alimentado por POE deixando de lado a nescessidade de subir vários cabos a torre.

ESPECIFICACIONES NANOSTATION2

Información del sistema:

Procesador Atheros AR2313 SOC, MIPS 4KC, 180MHz
Memoria 16MB SDRAM, 4MB Flash
Interfaces 10/100 BASE-TX (Cat. 5, RJ-45) Ethernet Interface
Frecuencias de operación 2415 a 2462 MHz.
Potencia de TX 26dBm, +/-2dB
Sensibilidad de RX -97dBm +/-2dB
Datos eléctricos y mecánicos
Antena Integrada 10dBi Dual Pol + External SMA
Alcance en torno a 15 Km
TCP/IP Throughput 25Mbps+
Dimesiones 26.4 x 8 x 3cm
Peso 0,4 kg.
Caja Exterior, Plástico UV estabilizado (Antena) y aluminio tratado (sistema)
Mounting Kit Kit montaje en Mástil incluido
Máximo consumo de energía 6 Watts
Alimentación 12V, 1A (12 Watts). Fuente de alimentación y PoE incluidos
Tipo de Alimentación Passive Power over Ethernet (pairs 4,5+; 7,8 return)
Temperatura operación -40C a 85C (PCB optimizada para alta temp)
Humedad operación 5 a 95% de Condensación
Shock y Vibración ETSI300-019-1.4

ESPECIFICAÇÕES NANOSTATION5

Atheros AR2313 SOC, MIPS 4KC, 180MHz CPU

16MB SDRAM, 4MB Flash Memory

1 X 10/100 BASE-TX (Cat. 5, RJ-45) Ethernet Interface
TX Power 24dBm, +/-2dB
RX Sensitvity -94dBm +/-2dB
Integrated antenna 14dBi Dual Pol + External SMA

Outdoor range over 10km
TCP/IP Throughput 25Mbps
12V, 1A supply and injector included
PoE
Operating Temperature -40C to 85C

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ONU aponta desigualdade no acesso à banda larga

5 de novembro de 2009 1 comentário

Relatório das Nações Unidas sobre a economia da informação afirma que, apesar de cada vez mais pessoas terem acesso à tecnologia, a velocidade de acesso dos ricos é crescentemente maior do que a dos pobres. Documento aponta governos como principais atores no combate ao problema

Um recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) aponta aumento na diferença da velocidade de acesso em diferentes países. De acordo com o documento, a exclusão digital ao redor do mundo tem diminuído, mas, por outro lado, está sendo substituída por outra desigualdade, a de uso de banda larga.

“Ainda há um longo caminho a percorrer antes de podermos afirmar que conseguimos fechar de forma significativa a exclusão digital a fim de atingirmos uma sociedade da informação para todos”, resumiu o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, no prefácio do relatório. “Restam muitas lacunas na infraestrutura em TICs [Tecnologias da Informação e da Comunicação], principalmente nas redes de banda larga”.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) considera como banda larga qualquer conexão com velocidade superior a 256 Kbps, mas em muitos países desenvolvidos a oferta mínima já é de 5 Mbps. A diferença de velocidade disponível afeta o uso das possibilidades da rede, como a troca de grandes arquivos, a execução de videoconferências e o uso de telefonia via IP.

Segundo o relatório da Unctad, cerca de um quinto da população mundial hoje tem acesso à rede mundial de computadores. Os números têm melhorado bastante nos últimos cinco anos. Na Argentina, por exemplo, em 2003, apenas 15% da população tinha como navegar pela internet. Em 2008, metade dos argentinos já podiam ler páginas web.

O tipo de acesso, porém, varia bastante de acordo com o lugar onde se vive. Uma pessoa que mora em um país desenvolvido tem 200 vezes mais chance de navegar em alta velocidade do que uma morando em uma economia em desenvolvimento. O resultado dessa disparidade fica claro na comparação internacional. A Austrália, com 21 milhões de habitantes, tem mais assinantes de serviços de banda larga do que todo o continente africano.

Em todo o mundo, há 398 milhões de assinantes de serviços de internet em alta velocidade, sendo 40% habitantes de economias em desenvolvimento. Ao contrário de outras tecnologias de informação e comunicação, o acesso à banda larga tem crescido mais nos países ricos do que nos pobres.

A desigualdade é agravada por menores faixas de fluxo de dados e custos mais altos presentes nos países em desenvolvimento. O resultado é que nenhuma economia fora da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne 30 países que, juntos, produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo] figura entre as de maior crescimento no acesso a banda larga.

O Brasil, contudo, entrou na lista dos dez maiores mercados de banda larga do mundo quando computados números brutos − e não o percentual − da população que utiliza o serviço. Eram 50 milhões em 2008, contra 19 milhões em 2003. Em termos percentuais, 25% da população brasileira possui acesso a computador com internet, o que coloca o país em 76º lugar no ranking da ONU.

Recomendações

Para reverter a disparidade mundial, a Unctad recomenda investimentos governamentais para melhorar as infraestruturas de comunicação. Entre as sugestões para resolver o problema está o compartilhamento de backbones pelas grandes operadoras de telecomunicações “para evitar redes fragmentadas e duplicadas de banda estreita”.
Outra opção aberta pelo organismo internacional é o uso de tecnologias sem fio onde não houver infraestrutura de fibra ótica ou for muito caro instalá-la. O Brasil é citado como exemplo. Por aqui, a rede 3G é a mais veloz em algumas localidades do que em outras.

Preços razoáveis poderiam ser obtidos por meio de competição, que deve ser estimulada por governos e órgãos reguladores. O alcance de áreas distantes dos grandes centros, mais lucrativos para as empresas, deve ser feito por meio de fundos públicos de universalização de acesso. A instalação de telecentros ou outras formas de acesso público também é recomendada.

Fonte : Guia Cidades Digitais

Entenda como funciona a nova ferramenta de busca Google Social Search

28 de outubro de 2009 Deixe um comentário

O usuário deve fornecer informações básicas para que o buscador construa a rede a partir da qual a pesquisa é realizada.

O Google está agregando dados personalizados de redes sociais dentro dos resultados de buscas com a nova ferramenta Google Social Search, lançada em modo experimental na segunda-feira (26/10). A ferramenta adiciona o conteúdo de seus contatos dentro de suas pesquisas no Google.

Ao contrário da pesquisa do Microsoft Bing baseada nas buscas do Twitter, o Google Social Search utiliza a lista de contatos do próprio usuário para acessar vários serviços sociais e assim construir uma rede com informações específicas de pessoas que  o usuário conhece. A ferramenta do Google inclui o Twitter e ainda agrega dados do FriendFeed, histórias compartilhadas no Google Reader e outros conteúdos sociais na web.

Como usar o Google Social Search
Atualmente, o Google Social Search está restrito aos serviços do Google Labs. Portanto, ainda não está ativado para todos os usuários. Para utilizá-lo, acesse a página inicial do Google e clique em login (no canto superior direito).. Depis, visite a página do Google Experimental Labs e clique no botão “join the experiment” ao lado da ferramenta.

Feito isso, acesse  novamente a página inicial do Google (de preferência a página em inglês) e faça uma busca por um de seus contatos. Imediatamente você verá as informações sociais desta pessoa no final da página dos resultados de busca.

Se preferir, clique na opção “Show Options” no canto superior esquerdo da página – ou clique no link “Results from people in your social circle” no final da página – para filtrar os resultados e ver apenas as informações sociais.

Por dentro do Google Social Search
Mas de onde o Google retira toda essa informação? A resposta não surpreende: do próprio Google. E  a principal  fonte  para a  montagem deste contexto social se dá a partir do Google Profile.

É uma página simples de criar, onde você insere informações sobre você e permite que o programa adicione links de outros perfis sociais seus como Twitter, Blog pessoal, FriendFeed, Facebook etc.

Deve-se criar este perfil e adicionar os links manualmente para que o Google possa construir sua própria “rede social”. Além disso, de acordo com o engenheiro do Google Matt Cutts, o usuário está autoriando o buscador a associar tais informações ao seu nome, dentro das buscas sociais de outros usuários.

“Uma vez que você criou um Google Profile e adicionou links a seus vários serviços de redes sociais, você confirma estar confortável em compartilhar com o mundo tais informações”, explica Cutts. “E baseando-se nessa autorização, o Google inicia a construção do seu círculo social.”

Além das conexões em seu Google Profile, o Google Social Search utiliza dados compartilhados pelos seus contatos no Google Chat e dentro de sua conta no Google Reader para construir os resultados.

A ferramenta também irá exibir informações sociais compartilhadas com os amigos de seus amigos, incluindo esses dados em seus resultados de busca. Todos os conteúdos indexados são compartilhados publicamente, e sempre que quiser você tem a opção de remover qualquer serviço de seu Google Profile.

Fonte: pcworld

Mudanças na interface do Orkut serão anunciadas na quinta (29/10)

28 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Em projeto há meses pelo centro de desenvolvimento mineiro, mudanças na rede social mais popular do Brasil finalmente acontecerão.

O Google Brasil apresenta, nesta quinta-feira (29/10), mudanças na interface da rede social Orkut que vêm sendo preparadas pelo seu centro de desenvolvimento em Belo Horizonte (MG) há pelo menos três meses.

Em convite à imprensa, divulgado hoje, o Google informa que estarão presentes o diretor geral para Brasil, Alex Dias, o diretor de engenharia para América Latina, Berthier Ribeiro, e o diretor de produto para América Latina, Victor Ribeiro.

A reformulação visual estaria sob a responsabilidade de Victor Ribeiro, segundo fontes de mercado ouvidas pelo IDG Now!.

Assim como detalhado na reportagem que discute a potencial ameaça que o Facebook exerce sobre a rede do Google no Brasil, a reformulação do Orkut estava planejada para outubro.

Há duas semanas, o Google Brasil teria vazado inadvertidamente a novo visual do Orkut na página para download da versão em português do navegador Chrome.

novainterface_orkut

A suposta nova interface, em registro do blog Google Discovery, traz uma nova barra superior com links para outros serviços da empresa, oferece cinco cores para o perfil e permite comentários nos status publicados pelo usuário, como o rival Facebook.

Na ocasião, o Google Brasil não confirmou se a imagem correspondia à reformulação visual. A reprodução foi tirada da página de download do Chrome em português.

Segundo dados da consultoria Ibope Nielsen Online, o Orkut foi acesso em setembro por 26 milhões de brasileiros, o que o torna  a rede social mais popular do Brasil, com ampla folga.

O segundo serviço mais acessado no período, segundo os dados da consultoria, foi o Twitter, que atingiu 9,2 milhões de brasileiros. O Facebook aparece na terceira posição, com 5,3 milhões de usuários no País.

Modernização da gestão pública e inclusão digital

26 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Cidade do interior do Espírito Santo começa a planejar projeto

Em dezembro os moradores de Nova Venécia, cidade de 46 mil habitantes localizada no norte do Espírito Santo, poderão navegar pela internet gratuitamente e desfrutar de melhorias na administração pública, que passará a contar com inovações. Naquele mês começa a funcionar o piloto do projeto Nova Venécia Digital, que já está sendo articulado pela prefeitura. No momento, o poder público está elaborando os editais, a serem lançados nas próximas semanas.

Segundo Rogério Queiroz, diretor de tecnologia da prefeitura, o Nova Venécia Digital será construído em duas frentes. Uma, voltada para a modernização da administração, com a substituição de máquinas, o uso de novas tecnologias para melhorar a comunicação entre as secretarias e prédios públicos e programas que agilizem a tomada de decisões, além da construção de uma rede de fibra ótica. A outra vertente será a de inclusão digital. O sinal de acesso à internet utilizado pela prefeitura será distribuído gratuitamente aos morados via Wi-Mesh. As especificações dos projetos, contudo, ainda estão sendo estudadas.

“O parque tecnológico da prefeitura hoje está defasado, precisando de atualização”, diz Queiroz. “E o acesso à rede na cidade é muito caro e ruim. Por isso vamos agir para melhorar esses dois aspectos”. O diretor afirma não ser possível ainda estabelecer uma data para o lançamento dos editais, pois alguns estudos estão em andamento. Contudo, garante que a intenção é divulgá-los a tempo de ter um projeto piloto funcionando em dezembro. O formato deve beneficiar entre 100 e 200 famílias neste primeiro momento. E adianta: “Teremos dois telecentros para quem não pode ter computador em casa e investiremos também em segurança, instalando câmeras, e em economia, com  telefonia via IP.”

“Não bastará ao município a abertura do sinal de internet para todos. Haverá o envolvimento da comunidade  para que seja implantado  um sistema desse nível”, afirmou o prefeito, Wilson Japonês.

Apesar de muito ainda estar sendo pesquisado e planejado, parte do projeto já saiu do papel. Em julho, oito mil alunos da rede municipal de ensino receberam kits educacionais compostos por livros e CDs. O material servirá de apoio eletrônico às aulas nos laboratórios de informática das escolas. As 35 unidades de ensino municipal já contam com acesso à internet via Wi-Fi e estão interligadas à Secretaria de Educação.

Os professores também foram agraciados com kits, fornecidos pela Microkids. A empresa, especializada em informática educacional, realizou oficinas de capacitação com os docentes para expor metodologias de ensino com uso das novas tecnologias. De acordo com a prefeitura, o uso intensivo de laboratórios de informática é uma novidade nas escolas municipais. Anteriormente, apenas os alunos de unidades particulares tinham acesso a essa metodologia.

O motor da economia veneciana é o café, que ocupa 20 mil hectares do município. A pecuária de corte e de leite é outro importante produtor de riquezas. O acesso à internet, porém, ainda é um problema na pequena cidade, pois o custo é muito alto. Segundo Queiroz, uma conexão de 300 Kbps custa cerca de R$ 50. “Isto para o acesso residencial. Quando falamos no empresarial, é ainda mais oneroso”, garante. Por isso, o projeto da prefeitura é visto com bons olhos na cidade.

fonte guia cidades digitais

País nórdico é o primeiro a declarar acesso a banda larga um direito universal

26 de outubro de 2009 1 comentário

Enquanto no Brasil discutem-se formas de baratear o acesso à internet, há lugares no mundo em que não só o acesso à rede mundial de computadores se tornou um direito como também a navegação em alta velocidade. É o caso da Finlândia, o primeiro país a declarar o uso da banda larga, com velocidade mínima especificada, um bem comum, que deve estar disponível a todos.

No dia 15 de outubro, o governo finlandês aprovou uma lei que obriga as operadoras de telecomunicações a proverem conexões de ao menos 1 Mbps à totalidade de residências da nação até julho de 2010.

A decisão é um passo à frente de outros países, como França, Grécia e Estônia, que consideram o acesso ao ciberespaço um direito humano, mas não especificam em que velocidade mínima e nem legislaram sobre o assunto.

De acordo com comunicados, o governo do país nórdico tomou a decisão ao perceber a importância da comunicação por dados na atualidade e por reconhecer que as empresas privadas daquele país não iriam atender, por si sós, a demanda dos cerca de cinco milhões de habitantes. A maior preocupação é com áreas rurais pouco povoadas.

A ministra das Comunicações, Suvi Lindén, afirmou que o mercado de acesso à internet via banda larga alcançou um ponto no qual a infraestrutura necessária não é mais viável comercialmente. “O desenvolvimento precisa ser garantido de forma que todos os membros do público e de empresas, independentemente de sua localização, tenham oportunidade de usar os serviços da sociedade da informação”, declarou.

Já o secretário de transportes e comunicações, Henri Pursiainen, acredita que a legislação é necessária para suprir os anseios de toda a população. “Conexões de dados não são mais apenas entretenimento, mas uma necessidade. Uma infraestrutura de comunicações igualitária não virá sem ação estatal”, afirmou.

A nova lei, porém, não garante gratuidade e encarrega as empresas de prestarem o serviço. A tecnologia a ser utilizada fica a cargo das operadoras. Para facilitar o alcance da meta, o governo permite uma perda de até 25% na velocidade caso sejam utilizados equipamentos sem fio, mais baratos do que a instalação de fibras óticas.

A nova lei faz parte de um plano de “iluminar” o país com banda larga de 100 Mbps até 2015. A estimativa é que na capital, Helsinque, as conexões domésticas alcancem a casa dos gigabits. O plano nacional de banda larga acabou sendo antecipado, já que previa a oferta de banda larga em todo país só em dezembro de 2010.

Segundo o governo finlandês, em meados de 2008, 83% da população utilizava a internet. Deste total, 80% o faziam diariamente por meio de 2,1 assinaturas de serviços de conexão à internet via banda larga. Os números colocam o país, sede da Nokia e local de nascimento do inventor do Linux, Linus Torvald, entre os com maior percentual da população conectada no mundo.

Fonte guia cidades digitais