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Archive for the ‘Gestão Internet’ Category

Do IPv4 para o IPv6: Você sabe o que significa esta mudança?

14 de março de 2011 Deixe um comentário

A internet não para! O número de sites e internautas cresce a cada dia. E para cada página, cada serviço e cada usuário, existe um endereço único e exclusivo. Mas estes números correspondentes a cada uma dessas conexões estão chegando ao fim. A solução já existe, mas você sabe o que isso significa?

Pense no endereço de uma casa, com país, cidade, bairro, rua, número e CEP. Na internet, ou melhor, qualquer aparelho que se conecta a ela também tem um endereço assim: único. Só que, no caso da web, esse endereço é um conjunto de números, chamado de “IP” – em inglês Internet Protocol. Cada computador ou aparelho conectado à rede tem um número exclusivo para identificação. Desde os anos 80, o IP está na sua versão 4, ou simplesmente “IPv4”. Mas, com o constante crescimento e a evolução da rede, os números de IP da versão 4 estão chegando ao fim!

“Desde que a internet se abriu para uso comercial, na década de 1990, o pessoal já tinha consciência que a quantidade de endereços e de números previstos no IPV4 não seria suficiente”, lembra Antônio Moreiras, coordenador de projetos do NIC.br.

O IPv4, que suporta cerca de 4 bilhões de endereços, vai ser substituído por uma nova versão: o IPv6. Esse novo sistema de numeração comporta muito mais conexões de computadores, servidores e sites. As possibilidades de combinações diferentes são quase tantas que os técnicos apostam que essa será a última renovação no sistema de endereços da Web. Outras não seriam necessárias porque a quantidade de endereços não deve se esgotar nunca.

O processo de migração da versão 4 para a versão 6 do IP deve começar em aproximadamente um ano e meio e é um pouco complicado na parte operacional. E como as duas versões não conversam entre si, a substituição será feita de forma gradual, para que o impacto não seja muito grande pra ninguém. Vai ser mais ou menos como na troca de número de telefones, que ganharam um dígito a mais. Durante a fase de transição, números de telefone com 7 e 8 dígitos funcionaram simultaneamente.

“A médio prazo, o caminho da internet é sair do IPV4 e ir para o IPV6. Já a longo prazo é abandonar o IPV4 completamente. A curto prazo a gente ainda tem essa convivência dos dois protocolos durante algum tempo”, explica o coordenador de projetos.

Para nós, usuários finais, essa mudança de versão do IP sequer deve ser percebida: a internet continuará funcionando normalmente. Apenas em alguns casos serão necessárias algumas atualizações. Os sistemas operacionais mais modernos, como o Windows XP, o Windows Vista, Mac OS e Linux já suportam o IPv6. O problema é para quem usa sistemas mais antigos, como DOS, Windows 95 ou 98; estes terão que trocar de sistema operacional. Alguns programas específicos, que talvez ainda não funcionem com IPv6 em suas versões atuais, devem ser atualizados e outros, talvez tenham de ser substituídos.

O que pode dar dor de cabeça em muita gente são os modems e roteadores. Uma parte dos usados hoje não suporta IPv6. Nesse caso talvez seja necessário comprar um novo. Mas ainda é cedo para se preocupar com isso. Até porque alguns provedores de Internet vão resolver tudo para os usuários.

O IPv6 está chegando porque estamos entrando na era da “internet das coisas”.


Governo quer usar concessões de TV a cabo como moeda de troca.

10 de agosto de 2010 Deixe um comentário

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer usar as concessões de operação no setor de TV a cabo para ampliar o processo de inclusão digital nas regiões mais pobres do Brasil. Pelo menos essa é a idéia de Aran Minassian, superintendente de comunicação de massa da Anatel.

Segundo Minassian, a agência irá sugerir aos provedores que desejam atuar neste mercado que, em vez de pagarem pelas outorgas (permissão de uso), realizem investimentos em infraestrutura de internet banda larga nas regiões periféricas  das cidades em que desejam oferecer serviços. “Trata-se de um processo bastante eficiente de inclusão digital”, afirmou Minassian. “Não adianta nada que as áreas periféricas tenham acesso à computadores, se elas não tem a infraestrutura de rede necessária”. O superintendente da Anatel não confirmou se essa medida será algo imposto às empresas ou apenas uma sugestão.

No dia 20 de maio deste ano, a Anatel suspendeu a eficácia, em caráter cautelar, do planejamento de implantação dos serviços de TV a cabo aprovado pelo Ministério das Comunicações em 1997 – antes, portanto, da criação da Anatel.

A decisão foi motivada pela identificação da existência de barreiras à entrada de empresas no mercado de TV por assinatura, decorrentes de restrições regulatórias que alcançam todo o mercado nacional. Esse planejamento restringe o número de outorgas que podem ser expedidas em cerca de 900 municípios e impede a prestação do serviço de TV a cabo nos demais municípios brasileiros.

Já no último dia 23, a agência divulgou uma nota sobre as outorgas, começando pelas empresas que já protocolaram pedidos no órgão. Segundo a agência reguladora, elas receberão uma notificação para que ratifiquem, em até 60 dias, as solicitações já encaminhadas.

A decisão de retomar a análise de pedidos está baseada no despacho nº 3.911/2010-CD, aprovado pelo Conselho Diretor do órgão em 20/5, que reduziu as barreiras para a obtenção de licenças de TV a cabo. De acordo com a decisão, deixa de existir uma limitação do número de prestadoras, e fica definido o valor de 9 mil reais para as outorgas, que não dependem mais de licitação. No entanto, esse valor pode variar de acordo com a região de atuação escolhida pelas empresas. Ainda de acordo com o órgão, a área geográfica de interesse indicada pelas companhias servirá de subsídio para a decisão final.

Antes de emitir as novas licenças, no entanto, a Anatel esclarece que vai aguardar uma decisão final sobre a proposta de alteração do Planejamento do Serviço de TV a cabo (PL 29), que pode estabelecer novas regras.

“A análise da documentação de habilitação de todos os pedidos observará a legislação vigente à época, bem como os condicionamentos existentes nos Contratos de Concessão de serviços de telecomunicações celebrados com a Anatel”, explica o órgão no comunicado oficial, em resposta às críticas de que as operadoras seriam beneficiadas pela decisão de ter um número ilimitado de prestadoras de serviço.

ONU aponta desigualdade no acesso à banda larga

5 de novembro de 2009 1 comentário

Relatório das Nações Unidas sobre a economia da informação afirma que, apesar de cada vez mais pessoas terem acesso à tecnologia, a velocidade de acesso dos ricos é crescentemente maior do que a dos pobres. Documento aponta governos como principais atores no combate ao problema

Um recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) aponta aumento na diferença da velocidade de acesso em diferentes países. De acordo com o documento, a exclusão digital ao redor do mundo tem diminuído, mas, por outro lado, está sendo substituída por outra desigualdade, a de uso de banda larga.

“Ainda há um longo caminho a percorrer antes de podermos afirmar que conseguimos fechar de forma significativa a exclusão digital a fim de atingirmos uma sociedade da informação para todos”, resumiu o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, no prefácio do relatório. “Restam muitas lacunas na infraestrutura em TICs [Tecnologias da Informação e da Comunicação], principalmente nas redes de banda larga”.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) considera como banda larga qualquer conexão com velocidade superior a 256 Kbps, mas em muitos países desenvolvidos a oferta mínima já é de 5 Mbps. A diferença de velocidade disponível afeta o uso das possibilidades da rede, como a troca de grandes arquivos, a execução de videoconferências e o uso de telefonia via IP.

Segundo o relatório da Unctad, cerca de um quinto da população mundial hoje tem acesso à rede mundial de computadores. Os números têm melhorado bastante nos últimos cinco anos. Na Argentina, por exemplo, em 2003, apenas 15% da população tinha como navegar pela internet. Em 2008, metade dos argentinos já podiam ler páginas web.

O tipo de acesso, porém, varia bastante de acordo com o lugar onde se vive. Uma pessoa que mora em um país desenvolvido tem 200 vezes mais chance de navegar em alta velocidade do que uma morando em uma economia em desenvolvimento. O resultado dessa disparidade fica claro na comparação internacional. A Austrália, com 21 milhões de habitantes, tem mais assinantes de serviços de banda larga do que todo o continente africano.

Em todo o mundo, há 398 milhões de assinantes de serviços de internet em alta velocidade, sendo 40% habitantes de economias em desenvolvimento. Ao contrário de outras tecnologias de informação e comunicação, o acesso à banda larga tem crescido mais nos países ricos do que nos pobres.

A desigualdade é agravada por menores faixas de fluxo de dados e custos mais altos presentes nos países em desenvolvimento. O resultado é que nenhuma economia fora da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne 30 países que, juntos, produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo] figura entre as de maior crescimento no acesso a banda larga.

O Brasil, contudo, entrou na lista dos dez maiores mercados de banda larga do mundo quando computados números brutos − e não o percentual − da população que utiliza o serviço. Eram 50 milhões em 2008, contra 19 milhões em 2003. Em termos percentuais, 25% da população brasileira possui acesso a computador com internet, o que coloca o país em 76º lugar no ranking da ONU.

Recomendações

Para reverter a disparidade mundial, a Unctad recomenda investimentos governamentais para melhorar as infraestruturas de comunicação. Entre as sugestões para resolver o problema está o compartilhamento de backbones pelas grandes operadoras de telecomunicações “para evitar redes fragmentadas e duplicadas de banda estreita”.
Outra opção aberta pelo organismo internacional é o uso de tecnologias sem fio onde não houver infraestrutura de fibra ótica ou for muito caro instalá-la. O Brasil é citado como exemplo. Por aqui, a rede 3G é a mais veloz em algumas localidades do que em outras.

Preços razoáveis poderiam ser obtidos por meio de competição, que deve ser estimulada por governos e órgãos reguladores. O alcance de áreas distantes dos grandes centros, mais lucrativos para as empresas, deve ser feito por meio de fundos públicos de universalização de acesso. A instalação de telecentros ou outras formas de acesso público também é recomendada.

Fonte : Guia Cidades Digitais

Agência de Inteligência dos EUA compra empresa que monitora blogs, Twitter e YouTube

27 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Foi publicado exclusivamente nesta semana na revista WIRED, a revelação de que a In-Q-Tel, uma empresa investimentos da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), acaba de fazer grandes investimentos em um negócio dedicado a monitorar a Internet e as redes sociais.

Esta empresa, Visible Technologies, vigia a cada dia mais de meio milhão de sítios da internet, revisando mais de um milhão de conversas, posts em diferentes blogs, foruns online, Flickr, YouTube, Twitter e Amazon. Os clientes de Visible Technologies recebem informação em tempo real sobre o que se está dizendo e fazendo no ciberespaço, baseada em uma série de palavras chaves.

Segundo a revista WIRED, esta nova aquisição da CIA faz parte de um movimento maior dentro da comunidade de inteligência para melhorar a capacidade de utilizar fontes abertas de inteligência” – informação que está disponível no âmbito público, mas muitas vezes escondida em programas de televisão, artigos de imprensa, blogs, videos em internet e reportagens em milhares de emissoras que se geram todos os dias.

A comunidade de inteligência tem tido um grande interesse durante muitos anos nos meios sociais e as redes sociais em internet. A In-Q-Tel tem realizado grandes investimentos no Facebook e outras empresas que reúnem dados e informação de milhões de utentes por todo mundo. A Agência Nacional de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos mantém o Centro de Fontes Abertas, dedicado à busca e o monitoramento de informação publicamente disponível, mas não sempre encontrada com facilidade.

fonte: comunidade linux na rede

Modernização da gestão pública e inclusão digital

26 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Cidade do interior do Espírito Santo começa a planejar projeto

Em dezembro os moradores de Nova Venécia, cidade de 46 mil habitantes localizada no norte do Espírito Santo, poderão navegar pela internet gratuitamente e desfrutar de melhorias na administração pública, que passará a contar com inovações. Naquele mês começa a funcionar o piloto do projeto Nova Venécia Digital, que já está sendo articulado pela prefeitura. No momento, o poder público está elaborando os editais, a serem lançados nas próximas semanas.

Segundo Rogério Queiroz, diretor de tecnologia da prefeitura, o Nova Venécia Digital será construído em duas frentes. Uma, voltada para a modernização da administração, com a substituição de máquinas, o uso de novas tecnologias para melhorar a comunicação entre as secretarias e prédios públicos e programas que agilizem a tomada de decisões, além da construção de uma rede de fibra ótica. A outra vertente será a de inclusão digital. O sinal de acesso à internet utilizado pela prefeitura será distribuído gratuitamente aos morados via Wi-Mesh. As especificações dos projetos, contudo, ainda estão sendo estudadas.

“O parque tecnológico da prefeitura hoje está defasado, precisando de atualização”, diz Queiroz. “E o acesso à rede na cidade é muito caro e ruim. Por isso vamos agir para melhorar esses dois aspectos”. O diretor afirma não ser possível ainda estabelecer uma data para o lançamento dos editais, pois alguns estudos estão em andamento. Contudo, garante que a intenção é divulgá-los a tempo de ter um projeto piloto funcionando em dezembro. O formato deve beneficiar entre 100 e 200 famílias neste primeiro momento. E adianta: “Teremos dois telecentros para quem não pode ter computador em casa e investiremos também em segurança, instalando câmeras, e em economia, com  telefonia via IP.”

“Não bastará ao município a abertura do sinal de internet para todos. Haverá o envolvimento da comunidade  para que seja implantado  um sistema desse nível”, afirmou o prefeito, Wilson Japonês.

Apesar de muito ainda estar sendo pesquisado e planejado, parte do projeto já saiu do papel. Em julho, oito mil alunos da rede municipal de ensino receberam kits educacionais compostos por livros e CDs. O material servirá de apoio eletrônico às aulas nos laboratórios de informática das escolas. As 35 unidades de ensino municipal já contam com acesso à internet via Wi-Fi e estão interligadas à Secretaria de Educação.

Os professores também foram agraciados com kits, fornecidos pela Microkids. A empresa, especializada em informática educacional, realizou oficinas de capacitação com os docentes para expor metodologias de ensino com uso das novas tecnologias. De acordo com a prefeitura, o uso intensivo de laboratórios de informática é uma novidade nas escolas municipais. Anteriormente, apenas os alunos de unidades particulares tinham acesso a essa metodologia.

O motor da economia veneciana é o café, que ocupa 20 mil hectares do município. A pecuária de corte e de leite é outro importante produtor de riquezas. O acesso à internet, porém, ainda é um problema na pequena cidade, pois o custo é muito alto. Segundo Queiroz, uma conexão de 300 Kbps custa cerca de R$ 50. “Isto para o acesso residencial. Quando falamos no empresarial, é ainda mais oneroso”, garante. Por isso, o projeto da prefeitura é visto com bons olhos na cidade.

fonte guia cidades digitais

País nórdico é o primeiro a declarar acesso a banda larga um direito universal

26 de outubro de 2009 1 comentário

Enquanto no Brasil discutem-se formas de baratear o acesso à internet, há lugares no mundo em que não só o acesso à rede mundial de computadores se tornou um direito como também a navegação em alta velocidade. É o caso da Finlândia, o primeiro país a declarar o uso da banda larga, com velocidade mínima especificada, um bem comum, que deve estar disponível a todos.

No dia 15 de outubro, o governo finlandês aprovou uma lei que obriga as operadoras de telecomunicações a proverem conexões de ao menos 1 Mbps à totalidade de residências da nação até julho de 2010.

A decisão é um passo à frente de outros países, como França, Grécia e Estônia, que consideram o acesso ao ciberespaço um direito humano, mas não especificam em que velocidade mínima e nem legislaram sobre o assunto.

De acordo com comunicados, o governo do país nórdico tomou a decisão ao perceber a importância da comunicação por dados na atualidade e por reconhecer que as empresas privadas daquele país não iriam atender, por si sós, a demanda dos cerca de cinco milhões de habitantes. A maior preocupação é com áreas rurais pouco povoadas.

A ministra das Comunicações, Suvi Lindén, afirmou que o mercado de acesso à internet via banda larga alcançou um ponto no qual a infraestrutura necessária não é mais viável comercialmente. “O desenvolvimento precisa ser garantido de forma que todos os membros do público e de empresas, independentemente de sua localização, tenham oportunidade de usar os serviços da sociedade da informação”, declarou.

Já o secretário de transportes e comunicações, Henri Pursiainen, acredita que a legislação é necessária para suprir os anseios de toda a população. “Conexões de dados não são mais apenas entretenimento, mas uma necessidade. Uma infraestrutura de comunicações igualitária não virá sem ação estatal”, afirmou.

A nova lei, porém, não garante gratuidade e encarrega as empresas de prestarem o serviço. A tecnologia a ser utilizada fica a cargo das operadoras. Para facilitar o alcance da meta, o governo permite uma perda de até 25% na velocidade caso sejam utilizados equipamentos sem fio, mais baratos do que a instalação de fibras óticas.

A nova lei faz parte de um plano de “iluminar” o país com banda larga de 100 Mbps até 2015. A estimativa é que na capital, Helsinque, as conexões domésticas alcancem a casa dos gigabits. O plano nacional de banda larga acabou sendo antecipado, já que previa a oferta de banda larga em todo país só em dezembro de 2010.

Segundo o governo finlandês, em meados de 2008, 83% da população utilizava a internet. Deste total, 80% o faziam diariamente por meio de 2,1 assinaturas de serviços de conexão à internet via banda larga. Os números colocam o país, sede da Nokia e local de nascimento do inventor do Linux, Linus Torvald, entre os com maior percentual da população conectada no mundo.

Fonte guia cidades digitais

Quem usa lan houses ?

24 de outubro de 2009 1 comentário

Você abriria um negócio cuja receita bruta mensal é, em média, de R$ 3,1 mil se corresse o risco de pagar uma multa de, no mínimo, R$ 10 mil por manter um cadastro desatualizado ou impreciso? A pergunta é feita por Mario Brandão, presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (Abcid), formada por donos de lan houses.

A multa a que ele se refere é a prevista no projeto de lei do senador Gerson Camata (PMDB/ES), relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) e aprovado no dia 14 de outubro, pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática e, em caráter terminativo, pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado. O caráter terminativo significa que o projeto não precisa ser votado no plenário do Senado – vai direto, agora, para a Câmara dos Deputados.

A proposta obriga lan houses e cibercafés a manter, por no mínimo três anos, cadastro de seus usuários, com a identificação do terminal utilizado, além da data e hora de início e de término do período de uso. Pelo projeto, o estabelecimento que não cumprir as determinações da lei poderá receber multa que varia de R$ 10 mil a R$ 100 mil, de acordo com a gravidade da conduta. Em caso de reincidência, a lan house pode perder seu alvará de funcionamento.

As lan houses são usadas, sobretudo, por pessoas que não podem pagar por acessos residenciais. De acordo com estimativa feita pela Abcid, com base nos número do Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e da Ibope/Nielsen, 24,8 milhões de pessoas usam lan houses para se conectar, nas classes C, D e E, enquanto nas classes A e B são 6,2 milhões os frequentadores desses espaços.

De acordo com pesquisa do CGI.br, as lan houses respondem por 48% dos acessos à internet realizados no Brasil. Ao dificultar sua atividade, observa Brandão, os parlamentares estarão, na verdade, restringindo a possibilidade de acesso da maioria da população à rede. Para ele, este é um aspecto fundamental do tema, e que não é levado em consideração pelos legisladores. As estimativas da Abcid são de que há 108,5 mil lan houses no país, das quais pelo menos 93% atuam na informalidade. E que a atividade gera cerca de 250 mil empregos, também informais.

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