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Posts Tagged ‘Software Livre’

Brasil pode liderar mercado de software livre

26 de julho de 2010 Deixe um comentário

O Brasil reúne todas as condições para garantir uma posição de liderança no mercado mundial de software livre.

Para alcançar tal objetivo o país, que já conhecido internacionalmente como uma liderança no desenvolvimento de aplicações de software livre, deve apoiar as empresas brasileiras que desenvolvem para este ambiente de forma a que elas venham a realizar projetos também no exterior.

A afirmação é de Djalma Petit, diretor de Mercado da Softex, que participa do 11​Fórum Internacional do Software Livre com objetivo de cadastrar empresas trabalhando com software livre que tenham casos de sucesso para relatar, além de interagir com o público presente, prestando informações sobre os projetos que desenvolve.

“O Fisl, hoje considerado o maior encontro de comunidades de software livre da América Latina e um dos maiores do mundo, é uma importante ferramenta dentro dessa estratégia”, avalia o diretor.

Além disso, a Softex – que participa do Fisl no estande do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) – apresenta no evento o white paper How Your Company Can Benefit from Brazilian Service Providers Using Open-Source Solutions .
O documento, que está disponível para download no link relacionado ao final desta notícia, afirma que o país diferencia-se de outros países do BRIC aos olhos da comunidade offshore por possuir programadores capacitados, companhias especializadas na comercialização de soluções open source e “inúmeras empresas bem-sucedidas no emprego de ferramentas baseadas em software livre em diversas verticais, como telecomunicações e educação”.

O levantamento traz ainda o estudo de caso da joint-venture firmada entre a Intel e a brasileira International Syst. para o desenvolvimento do projeto “Escolas em rede”, um sistema de gerenciamento que interligou 4 mil escolas públicas de Minas Gerais à Internet e criou uma rede escolar conectada à Secretaria da Educação local.

A iniciativa envolveu 170 mil professores e 2,5 milhões de estudantes em 853 municípios.

Ubuntu 9.10 tem serviço de nuvem gratuito.

29 de outubro de 2009 1 comentário

A Canonical anunciou essa semana o lançamento oficial do Ubuntu 9.10 Desktop Edition, que apresenta um serviço gratuito de Cloud Computing.

A partir de hoje, quinta-feira, o sistema operacional de código aberto estará disponível para download totalmente grátis.

Entre as novidades, a distribuição traz recursos para troná-la mais amigável para os usuários, como processos de boot e login mais rápidos, estrutura de áudio renovada e uma melhor conectividade de banda larga 3G.

Para usuários de computadores móveis, como notebooks e netbooks, os desenvolvedores do SO trabalharam em melhorias na interface Remix, destinadas aos portáteis. Ela passa a utilizar o programa de mensagens instantâneas Empathy, que facilita a transferência de arquivos de texto, voz e vídeo.

“O Ubuntu 9.10 dá aos usuários mais razões do que nunca para considerar seriamente o Linux, em um momento em que muitos estão repensando as suas opções de sistemas operacionais. Estamos oferecendo uma plataforma para os usuários interessados em um sistema operacional fácil de usar, com ótimo visual e amigável para a navegação a Web”, declarou Jane Silber, COO da Canonical. “Uma seqüência de boot, login e sincronização de arquivos e contatos mais atraente, por meio de serviços online e ótimas experiências com os modelos de notebooks, desktops e netbooks mais populares, continuam a posicionar o Ubuntu entre as opções comerciais”.

Um dos recursos mais interessantes é o Ubuntu One. Trata-se de pacote de serviços online, baseados em cloud computing, lançado na versão beta em maio de 2009. Ele funciona como uma nuvem pessoal na web, facilitando os processos de backup, a sincronização e o compartilhamento de arquivos.

Além disso, ele oferece sincronização online de contatos e um sistema de recados, chamado Tomboy notes. Segundo a Canonical, os usuários terão até 2GB gratuitos para armazenar seus dados na nuvem.

Para desenvolvedores
O Quickly é um sistema simplificado de desenvolvimento de aplicativos para o ubuntu. Segundo a Canonical, ele serve tanto para desenvolvedores profissionais quanto casuais, capaz de automatizar tarefas repetitivas.

O código produzido pode ser empacotado e distribuído pelos repositórios de software do Ubuntu. Além disso, eles estarão presentes na versão Bazaar do sistema de controle, que faz parte do website de colaboração totalmente voltado para o código aberto, o Launchpad.

Categorias:Linux Tags:,

Livro-robô anima feira literária em Passo Fundo (RS)

28 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Um robô que vira livro é o símbolo da 13ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo (RS). Criado pelo artista porto-alegrense Abnel Lima Filho, ele traduz o slogan desta edição do evento: “Arte e tecnologia: novas interfaces”, frase que remete às novas tendências de leitura.

Livro-robô, desenvolvido por alunos e professores, anima feira em Passo Fundo
Livro-robô, desenvolvido por alunos e professores, anima feira em Passo Fundo

O livro-robô tem 1m50 de altura, chega a 2m quando se transforma em livro, e foi desenvolvido na oficina dos cursos de engenharia elétrica e engenharia mecânica da Universidade de Passo Fundo. Desde abril, uma equipe de estudantes e professores trabalha no projeto. O robô tem autonomia de meia hora.

Entre seus movimentos, estão caminhar, abrir os braços e se transformar em livro, movimentar a face e iluminar os olhos. O filme da série “Transformers” inspirou a equipe.

O coordenador do projeto, professor Edson Acco, conta que o robô foi construído com duraluminum, um tipo de alumínio mais resistente e leve. Quase todas as peças são nacionais (o sistema de motores foi importado). Foi desenvolvido um software específico, em que foram criados os cálculos e cada uma das peças do protótipo. No total serão 32 motores que precisam funcionar sincronizados, dando movimento às peças.

A ideia é que ele continue sendo usado pelos novos alunos dos cursos, sendo um referencial de robótica na UPF e, no futuro, ande sozinho, reconheça pessoas pela voz e imagem. Esse é o sonho da equipe.

Fonte: Folha online

Fedora 12 disponível para download

28 de outubro de 2009 2 comentários

A versão beta do Projeto Fedora, o Fedora 12- codinome “Constantine” – já está disponível para download e o lançamento da versão oficial, que foi antecipado, ocorrerá em novembro. Para esta versão, é esperada a inclusão de numerosas melhorias e recursos adicionais desde o lançamento do Fedora 11 em Junho de 2009, tais como:

* PackageKit aumentou a habilidade de instalar automaticamente os pacotes de software que fornecem novos comandos quando o usuário que está operando um terminal de teste. Ele ainda suporta plugin de browser que permite que fornecedores de software de qualquer tamanho forneçam instalação automática para pacotes de software usando tags HTML simples.
* Melhorias no NetworkManager para fazer com que tanto os amplos sistemas de conexões e as conexões de banda larga móveis fiquem mais fáceis. O sinal e a seleção de rede estão disponíveis para que o usuário escolha a melhor conexão de banda larga móvel quando estiver em trânsito. E se o usuário estiver em um sistema que requer uma conexão permanentemente ativa ou endereçamento estático, o NetWork Manager foi projetado para permitir que o usuário configure a conexão direto de seu desktop, e inclua a integração PolicyKit, para que o gerenciamento da configuração possa ser feito por uma central quando necessário.
* Por muitos anos, o formato Ogg Theora, aberto e gratuito, forneceu um caminho para usuários amantes da liberdade compartilharem vídeo. O Fedora 12 inclui o novo Theora 1.1, que alcança uma qualidade próxima de H.264 em um formato de codificação aberto e totalmente gratuito. Com a introdução do Theora 1.1, a qualidade de vídeos gratuitos irá superar as expectativas dos usuários, disponibilizando mídias vibrantes, tanto nos formatos streaming e para download.
* Novas capacidades de virtualização de alto desempenho ajudam os administradores a desenvolverem soluções mais seguras, potentes, escaláveis e fáceis de gerenciar. Os mais novos recursos inclusos incluem melhor gerenciamento de memória e desempenho, mudanças no adaptador de redes, descoberta do armazenamento SAN, melhora no desempenho da imagem de disco virtual, nova infraestrutura boot PXE, e nova biblioteca libguestfs e guestfish shell para permitir alta manipulação automatizada de máquinas virtuais fora do ambiente de virtualização.

Nos do Projeto Fedora Brasil, encorajamos o download do Beta http://fedoraproject.org/get-prerelease , se houver interesse, pegue uma spin. Nos deixe saber o que você pensa sobre esta versão Beta.

Caso tenha problemas, não deixe de reportar os bugs econtrados ( https://fedoraproject.org/wiki/Bugs_and_feature_requests ) ,ajude o Fedora a melhorar a sua versão final.

Confira as novidades que virão no Fedora 12: http://fedoraproject.org/wiki/Releases/12/FeatureList

Seja você também um colaborador Fedora.

BAIXE, USE, REPORTE PROBLEMAS!!

Interaja conosco sobre esta versão através do nosso fórum: http://www.projetofedora.org/forum

Hackers acusam TSE de manipular desafio de urnas eletrônicas

26 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Hackers dizem que o desafio lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), que pediu a piratas da internet de todo o País para que tentem
fraudar o sistema de urnas eletrônicas é, na verdade, apenas uma forma
de “provar” que o mecanismo eletrônico é inviolável. Segundo eles, o
TSE manipula as regras do jogo, limitando os softwares que eles podem
usar na tentativa de violar as urnas. O TSE afirma que “não pretende
cercear nenhum investigador”.

“A realidade é uma só. Eles, do TSE, não querem correr o risco. Por
isso escolhem os softwares a serem usados. Fica complicado assim. Um
software que é usado para ‘crackear’ e ‘hackear’ hoje custa em torno
de R$ 30 mil. É quase impossível adquirir a licença de forma legal. Se
pudéssemos usar (qualquer ferramenta) seria outra coisa e a realidade,
outra. Com certeza a perícia forense nesses sistemas (ilegais) seria
frágil”, comenta o hacker Álvaro Falconi, moderador do fórum
www.forum-hacker.com.br, grupo de discussão sobre a atividade na
internet.

Entre os profissionais que trabalham para testar a segurança de
sistemas informatizados, a preocupação com o desafio do TSE é que, em
função de lidar com o Poder Judiciário, eles possam ser processados se
tentarem violar as urnas eletrônicas utilizando softwares piratas.

“Ter acesso (ao conteúdo interno da urna) não é o problema. O problema
é eu ser preso por usar softwares ilegais. Em grandes fóruns
brasileiros sobre o tema, o pessoal só diz isso. Só com esses
softwares e possíveis hardwares (piratas) pode ser possível a invasão
do sistemas do TSE. Os softwares que o governo vai disponibilizar, nem
em computadores domésticos conseguem ser explorados”, alerta. “Não tem
como burlar (as urnas com os programas sugeridos pelo TSE). Todos, até
leigos no assunto, sabem que isso é malandragem deles. Se eles querem
testar se as urnas deles realmente estão seguras, teriam que deixar
usar as ferramentas que nós temos”, critica o hacker.

Além da proibição óbvia de que os piratas da internet não podem,
durante o teste, jogar as urnas eletrônicas no chão e as abrir
fisicamente com chaves de fenda, por exemplo, o edital garante margem
para que programas ilegais ou roubados, principal mecanismo dos
crackers, sejam preferencialmente evitados nos testes.

“Como verdadeiros hackers ou crackers vão dizer o software usado (para
burlar a urna)? Um software ‘crackeado’ do FBI que está na internet,
se o usar (contra o TSE) vai estar usando um software ilegal para
tentar achar as falhas. Não creio que vão se expor assim”, resume
Álvaro Falconi.

Outro lado
O secretário de tecnologia da informação do TSE, Giuseppe Janino,
afirma que o tribunal “não pretende cercear nenhum investigador” e que
não distinguirá os hackers entre os que usam “software livre,
proprietário ou pirata”.

Ele alerta, no entanto, que “os investigadores (hackers inscritos) são
responsáveis pelos softwares e demais ferramentas que julguem
necessários para a execução dos testes, e as penalidades com relação a
roubo ou o uso indevido de softwares de terceiros são publicamente
conhecidas e definidas em lei”.

A decisão de o TSE realizar “testes de penetração” nas urnas
eletrônicas ocorreu após PT e PDT terem ponderado junto ao tribunal
que a verificação feita pelo colegiado “não consegue aferir a
resistência do sistema contra ‘ataques informatizados intencionais'”.

Pelo edital, publicado pelo tribunal e sugerido pelo ministro relator
do caso, Ricardo Lewandowski, “o TSE será responsável pela definição e
preparação dos equipamentos necessários para a realização dos testes”,
e duas comissões tratarão da “definição dos procedimentos de
realização dos testes”, irão “analisar e aprovar a inscrição dos
investigadores” e “validar a metodologia (apresentada pelos hackers)”.

Segundo o tribunal, serão recusados testes que “não puderem ser
repetidos” e “os de caráter destrutivo, que possam resultar em
inutilização da urna eletrônica e de seus softwares”.

Teste para hackers seria inócuo
Sem a garantia de utilizar um programa que, pela potência, pode
destruir completamente o conteúdo interno da urna eletrônica, hackers
avaliam que o desafio do TSE seria inócuo.

“As regras não limitam o uso de ferramentas, equipamentos e softwares
aos que serão fornecidos pelo TSE. Os investigadores têm liberdade de
levar seus próprios recursos, desde que não haja proposta de danificar
o hardware (componentes eletrônicos) da urna”, explica o secretário de
tecnologia da informação do TSE.

“O processo de avaliação da metodologia tem por objetivo excluir
propostas que possam causar prejuízo ao patrimônio público (no caso a
urna eletrônica) ou procedimentos que claramente não tragam qualquer
contribuição. É caso de ações propostas e que não sejam compatíveis
com a urna eletrônica. Por exemplo, uma proposta de ataque, via rede,
na urna eletrônica. Isso é um caso impossível de acontecer, pois as
urnas não são conectadas em rede”, diz Janino.

Ainda que hoje as urnas não estejam conectadas em rede, o ministro da
Defesa e ex-presidente do TSE, Nelson Jobim, acredita que a decisão do
presidente Lula de garantir o direito de eleitores em trânsito no
território nacional poderem votar obriga que os sistemas eletrônicos
de votação sejam em alguma medida interligados. Na sua avaliação, uma
porta aberta para os crackers.

No âmbito da minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional
neste ano, os eleitores poderão votar para presidente e
vice-presidente fora de seu domicílio eleitoral em urnas instaladas
exclusivamente nas capitais.

“No mundo da informática não existe sistema seguro. Somos nós, seres
humanos, que estamos atrás dessas máquinas e somos cheios de falhas.
Para haver voto seguro essas urnas eletrônicas também não poderiam
passar pelo mesário. Hoje o mesário libera a urna (por meio de um
dispositivo na mesa de votação) para a pessoa votar. Já imaginou se o
mesário fosse um hacker?”, questiona Álvaro Falconi.

“As ações dos mesários são extremamente limitadas e registradas no log
(registro de acesso) da urna eletrônica. Cabe ressaltar que é
incontável a quantidade e diversidade de barreiras de segurança e
procedimentos envolvidos na utilização do Sistema Eletrônico de
Votação, o que torna, na visão do TSE, inviável a fraude (nas
votações)”, rebate o TSE.

Fonte : Terra

Modernização da gestão pública e inclusão digital

26 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Cidade do interior do Espírito Santo começa a planejar projeto

Em dezembro os moradores de Nova Venécia, cidade de 46 mil habitantes localizada no norte do Espírito Santo, poderão navegar pela internet gratuitamente e desfrutar de melhorias na administração pública, que passará a contar com inovações. Naquele mês começa a funcionar o piloto do projeto Nova Venécia Digital, que já está sendo articulado pela prefeitura. No momento, o poder público está elaborando os editais, a serem lançados nas próximas semanas.

Segundo Rogério Queiroz, diretor de tecnologia da prefeitura, o Nova Venécia Digital será construído em duas frentes. Uma, voltada para a modernização da administração, com a substituição de máquinas, o uso de novas tecnologias para melhorar a comunicação entre as secretarias e prédios públicos e programas que agilizem a tomada de decisões, além da construção de uma rede de fibra ótica. A outra vertente será a de inclusão digital. O sinal de acesso à internet utilizado pela prefeitura será distribuído gratuitamente aos morados via Wi-Mesh. As especificações dos projetos, contudo, ainda estão sendo estudadas.

“O parque tecnológico da prefeitura hoje está defasado, precisando de atualização”, diz Queiroz. “E o acesso à rede na cidade é muito caro e ruim. Por isso vamos agir para melhorar esses dois aspectos”. O diretor afirma não ser possível ainda estabelecer uma data para o lançamento dos editais, pois alguns estudos estão em andamento. Contudo, garante que a intenção é divulgá-los a tempo de ter um projeto piloto funcionando em dezembro. O formato deve beneficiar entre 100 e 200 famílias neste primeiro momento. E adianta: “Teremos dois telecentros para quem não pode ter computador em casa e investiremos também em segurança, instalando câmeras, e em economia, com  telefonia via IP.”

“Não bastará ao município a abertura do sinal de internet para todos. Haverá o envolvimento da comunidade  para que seja implantado  um sistema desse nível”, afirmou o prefeito, Wilson Japonês.

Apesar de muito ainda estar sendo pesquisado e planejado, parte do projeto já saiu do papel. Em julho, oito mil alunos da rede municipal de ensino receberam kits educacionais compostos por livros e CDs. O material servirá de apoio eletrônico às aulas nos laboratórios de informática das escolas. As 35 unidades de ensino municipal já contam com acesso à internet via Wi-Fi e estão interligadas à Secretaria de Educação.

Os professores também foram agraciados com kits, fornecidos pela Microkids. A empresa, especializada em informática educacional, realizou oficinas de capacitação com os docentes para expor metodologias de ensino com uso das novas tecnologias. De acordo com a prefeitura, o uso intensivo de laboratórios de informática é uma novidade nas escolas municipais. Anteriormente, apenas os alunos de unidades particulares tinham acesso a essa metodologia.

O motor da economia veneciana é o café, que ocupa 20 mil hectares do município. A pecuária de corte e de leite é outro importante produtor de riquezas. O acesso à internet, porém, ainda é um problema na pequena cidade, pois o custo é muito alto. Segundo Queiroz, uma conexão de 300 Kbps custa cerca de R$ 50. “Isto para o acesso residencial. Quando falamos no empresarial, é ainda mais oneroso”, garante. Por isso, o projeto da prefeitura é visto com bons olhos na cidade.

fonte guia cidades digitais

País nórdico é o primeiro a declarar acesso a banda larga um direito universal

26 de outubro de 2009 1 comentário

Enquanto no Brasil discutem-se formas de baratear o acesso à internet, há lugares no mundo em que não só o acesso à rede mundial de computadores se tornou um direito como também a navegação em alta velocidade. É o caso da Finlândia, o primeiro país a declarar o uso da banda larga, com velocidade mínima especificada, um bem comum, que deve estar disponível a todos.

No dia 15 de outubro, o governo finlandês aprovou uma lei que obriga as operadoras de telecomunicações a proverem conexões de ao menos 1 Mbps à totalidade de residências da nação até julho de 2010.

A decisão é um passo à frente de outros países, como França, Grécia e Estônia, que consideram o acesso ao ciberespaço um direito humano, mas não especificam em que velocidade mínima e nem legislaram sobre o assunto.

De acordo com comunicados, o governo do país nórdico tomou a decisão ao perceber a importância da comunicação por dados na atualidade e por reconhecer que as empresas privadas daquele país não iriam atender, por si sós, a demanda dos cerca de cinco milhões de habitantes. A maior preocupação é com áreas rurais pouco povoadas.

A ministra das Comunicações, Suvi Lindén, afirmou que o mercado de acesso à internet via banda larga alcançou um ponto no qual a infraestrutura necessária não é mais viável comercialmente. “O desenvolvimento precisa ser garantido de forma que todos os membros do público e de empresas, independentemente de sua localização, tenham oportunidade de usar os serviços da sociedade da informação”, declarou.

Já o secretário de transportes e comunicações, Henri Pursiainen, acredita que a legislação é necessária para suprir os anseios de toda a população. “Conexões de dados não são mais apenas entretenimento, mas uma necessidade. Uma infraestrutura de comunicações igualitária não virá sem ação estatal”, afirmou.

A nova lei, porém, não garante gratuidade e encarrega as empresas de prestarem o serviço. A tecnologia a ser utilizada fica a cargo das operadoras. Para facilitar o alcance da meta, o governo permite uma perda de até 25% na velocidade caso sejam utilizados equipamentos sem fio, mais baratos do que a instalação de fibras óticas.

A nova lei faz parte de um plano de “iluminar” o país com banda larga de 100 Mbps até 2015. A estimativa é que na capital, Helsinque, as conexões domésticas alcancem a casa dos gigabits. O plano nacional de banda larga acabou sendo antecipado, já que previa a oferta de banda larga em todo país só em dezembro de 2010.

Segundo o governo finlandês, em meados de 2008, 83% da população utilizava a internet. Deste total, 80% o faziam diariamente por meio de 2,1 assinaturas de serviços de conexão à internet via banda larga. Os números colocam o país, sede da Nokia e local de nascimento do inventor do Linux, Linus Torvald, entre os com maior percentual da população conectada no mundo.

Fonte guia cidades digitais