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Posts Tagged ‘Plano Nacional’

Modernização da gestão pública e inclusão digital

26 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Cidade do interior do Espírito Santo começa a planejar projeto

Em dezembro os moradores de Nova Venécia, cidade de 46 mil habitantes localizada no norte do Espírito Santo, poderão navegar pela internet gratuitamente e desfrutar de melhorias na administração pública, que passará a contar com inovações. Naquele mês começa a funcionar o piloto do projeto Nova Venécia Digital, que já está sendo articulado pela prefeitura. No momento, o poder público está elaborando os editais, a serem lançados nas próximas semanas.

Segundo Rogério Queiroz, diretor de tecnologia da prefeitura, o Nova Venécia Digital será construído em duas frentes. Uma, voltada para a modernização da administração, com a substituição de máquinas, o uso de novas tecnologias para melhorar a comunicação entre as secretarias e prédios públicos e programas que agilizem a tomada de decisões, além da construção de uma rede de fibra ótica. A outra vertente será a de inclusão digital. O sinal de acesso à internet utilizado pela prefeitura será distribuído gratuitamente aos morados via Wi-Mesh. As especificações dos projetos, contudo, ainda estão sendo estudadas.

“O parque tecnológico da prefeitura hoje está defasado, precisando de atualização”, diz Queiroz. “E o acesso à rede na cidade é muito caro e ruim. Por isso vamos agir para melhorar esses dois aspectos”. O diretor afirma não ser possível ainda estabelecer uma data para o lançamento dos editais, pois alguns estudos estão em andamento. Contudo, garante que a intenção é divulgá-los a tempo de ter um projeto piloto funcionando em dezembro. O formato deve beneficiar entre 100 e 200 famílias neste primeiro momento. E adianta: “Teremos dois telecentros para quem não pode ter computador em casa e investiremos também em segurança, instalando câmeras, e em economia, com  telefonia via IP.”

“Não bastará ao município a abertura do sinal de internet para todos. Haverá o envolvimento da comunidade  para que seja implantado  um sistema desse nível”, afirmou o prefeito, Wilson Japonês.

Apesar de muito ainda estar sendo pesquisado e planejado, parte do projeto já saiu do papel. Em julho, oito mil alunos da rede municipal de ensino receberam kits educacionais compostos por livros e CDs. O material servirá de apoio eletrônico às aulas nos laboratórios de informática das escolas. As 35 unidades de ensino municipal já contam com acesso à internet via Wi-Fi e estão interligadas à Secretaria de Educação.

Os professores também foram agraciados com kits, fornecidos pela Microkids. A empresa, especializada em informática educacional, realizou oficinas de capacitação com os docentes para expor metodologias de ensino com uso das novas tecnologias. De acordo com a prefeitura, o uso intensivo de laboratórios de informática é uma novidade nas escolas municipais. Anteriormente, apenas os alunos de unidades particulares tinham acesso a essa metodologia.

O motor da economia veneciana é o café, que ocupa 20 mil hectares do município. A pecuária de corte e de leite é outro importante produtor de riquezas. O acesso à internet, porém, ainda é um problema na pequena cidade, pois o custo é muito alto. Segundo Queiroz, uma conexão de 300 Kbps custa cerca de R$ 50. “Isto para o acesso residencial. Quando falamos no empresarial, é ainda mais oneroso”, garante. Por isso, o projeto da prefeitura é visto com bons olhos na cidade.

fonte guia cidades digitais

Ministério das Comunicações realiza pregão para equipar 15 mil telecentrosMinistério das Comunicações realiza pregão para equipar 15 mil telecentros

21 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Ação, que faz parte do programa de inclusão digital do Governo Federal, fará licitação de até 165 mil computadores.

O Ministério das Comunicações fará nesta quarta-feira (21/10) um pregão eletrônico para a compra de equipamentos para mais de 15 mil telecentros que serão instalados em municípios brasileiros.

O projeto, parte do programa de inclusão digital do Governo Federal, prevê a criação de 21 mil telecentros até o final de 2010, oferecendo 231 mil computadores com acesso gratuito à internet.

A apresentação dos lances será feita pela internet. As regras para a participação do processo de licitação estão no portal Compras Net, do Governo Federal.

No fim do dia, as melhores propostas serão divulgadas. Elas serão avaliadas pelo Ministério das Comunicações em até 15 dias. Caso sejam aprovadas, começará a fase de contratação e distribuição dos serviços.

O governo federal pretende comprar 165 mil computadores, 165 mil estabilizadores, 15 mil projetores datashow, 15 mil impressoras lases, 15 mil roteadores de internet sem fio, 15 mil câmeras de monitoramento, 180 mil mesas, 210 mil cadeiras e 150 mil armários.

O que o Brasil mais precisa é de mercado”, diz Rogério Santanna

17 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e um dos principais defensores do uso da infraestrutura pública de fibra ociosa para levar serviços ao cidadão brasileiro, Rogério Santanna até tentou adotar um tom conciliador ao participar do Futurecom 2009.

Ele não descartou, por exemplo, a participação das teles no Plano Nacional de Banda Larga, desde que elas queiram, de fato, compartilhar suas redes. Santanna, porém, não resistiu e bateu nos que chamou de os ‘órfãos da telefonia’. O executivo participou nesta quinta-feira, 15/10, do painel “Redes de Governo e a melhoria dos serviços públicos aos cidadãos com qualidade e eficiência”, no Futurecom 2009. Em pauta, a evolução da oferta do governo eletrônico.

O titular da SLTI foi taxativo: “Não dá para ampliar a oferta sem infraestrutura. Quem mais acessa os serviços eletrônicos do governo são os excluídos, os que não podem pagar por eles.” Santanna disse mais. “Monopólio estatal é ruim, o privado também é. E é isso que nós temos hoje no Brasil.”

Para o executivo do governo, que terminou monopolizando o debate, as operadoras têm, sim, um papel no Plano Nacional de Banda Larga, mas ele defendeu a concorrência como absolutamente necessária. “Fala-se muito no mercado, mas o que o Brasil mais precisa é de mercado”, disse.

“Há cidades com projetos digitais que não puderam fechar negócios simplesmente porque não tinham backbone, e o preço cobrado pela operadora local era exorbitante. Isso não pode acontecer em um país que precisa de banda larga como algo essencial”, completou.

Santanna não poupou o ex-presidente da Anatel, Renato Guerreiro, também participante do debate, que divergiu da necessidade de uma rede pública de telecomunicações. Para o titular da SLTI, quem minimiza a banda larga é “órfão da telefonia e ainda acredita que o acesso à Internet poderá ser feito pelo telefone.”

Fonte Convergencia Digital

São Paulo reduz ICMS para acesso à internet

17 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Autorizado em abril pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a reduzir o ICMS sobre o serviço de internet, o governo de São Paulo regulamentou a oferta do acesso com isenção total do imposto para conexões de até 1 Mbps. Com isso, o preço ao consumidor será de no máximo R$ 29,80, incluído o custo do modem. Pará e Distrito Federal também têm licença do Confaz para adotar medida semelhante, mas até o momento não definiram suas estratégias.

A Telefônica anunciou que vai começar a venda desse tipo de pacote em 9 de novembro, com velocidade de 250 Kbps pelo preço de R$ 29,80. Pela regra desse programa de banda larga popular, porém, apenas pessoas físicas podem se beneficiar.

Segundo números apresentados pelo governador José Serra, que participou na quinta-feira, 15/10, do Futurecom 2009 – o evento se encerrou dia 16/10, em São Paulo –, a medida mira principalmente os 2,5 milhões de lares no estado que contam com computador, mas não com acesso à rede mundial (650 mil lares) ou que se valem de acesso discado. “Acreditamos que pelo menos metade desse universo vai passar a contar com acesso à internet”, ponderou Serra.

O foco é a população de baixa renda e, até por isso, não há preocupação com efeitos sobre a arrecadação, uma vez que a expectativa é de que se tratem essencialmente de novos acessos, embora seja possível algum grau de migração de quem tem conexões de até 1 Mbps. Mesmo assim, o impacto seria “moderado”, nas contas do governo paulista. Em condições normais, a alíquota do ICMS sobre o serviço é de 25%.

Os clientes que resolverem migrar de seus atuais pacotes para a versão popular terão que arcar com uma taxa de R$ 100. Além disso, sobre pedidos de reativação do serviço antes de 12 meses do desligamento incidirá taxa de R$ 100. Caso o cliente precise de assistência técnica por defeitos causados por ele, é prevista uma taxa de R$ 50.

Ainda segundo o governador, as negociações envolveram a isenção de imposto e uma contrapartida dos provedores, que se comprometeram a também reduzir seus preços. “O acesso que custava mais de R$ 50 foi reduzido em 40%. Tiramos aproximadamente R$ 10 do imposto, e as operadoras comprometeram-se a baixar em R$ 10 os seus preços”, explicou Serra.

O decreto com a regulamentação da banda larga popular de São Paulo foi assinado e, 15/10, e a autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária é de abril. Com a publicação do decreto, a oferta pode ser feita automaticamente pelas empresas, mas, por enquanto, a Telefônica foi a única que já anunciou a venda do pacote.

Fonte Convergência Digital

Internet via satélite acelera desenvolvimento do Amazonas

17 de outubro de 2009 3 comentários

Quatro municípios já integram a rede e mais de 80 mil pessoas já acessam a internet para atividades relacionadas a serviços do Estado e também educacionais.

O interior do Estado do Amazonas pode não estar tão longe e isolado assim. Já está em operação em quatro dos 61 municípios do Estado, o projeto Amazonas Digital, que leva a tecnologia wireless para acesso à internet. Esta tecnologia, fornecida pela HUGHES e pela PRODAM, para a SEPLAN – Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado deve proporcionar, até o final deste ano, internet para cerca de 75% da população.

O projeto vai formar uma rede municipal de comunicação conectada via satélite com a capital Manaus. O objetivo é modernizar o governo estadual e democratizar o acesso à internet. Segundo a SEPLAN, cerca de 80 mil pessoas já estão acessando a internet por este serviço nas cidades de Manacapuru, Tabatinga, Tefé e Itacoatiara.

A iniciativa prevê a iluminação de todos os municípios com sinal sem fio de internet que chegará via satélite e será retransmitido via WiMAX. A instalação teve início pelos municípios mais populosos, depois serão atendidos aqueles com maior potencial turístico. O objetivo deste projeto é facilitar a implantação dos processos de modernização do governo estadual, democratizar o acesso aos dados do Estado e facilitar a comunicação dos municípios entre si com a capital.

“Nós governamos um Estado imenso, que possui dimensões continentais e essa tecnologia vai ser muito útil. Por meio dela, teremos plena governabilidade em todo o território amazonense e isso facilitará o controle e a tomada de decisões em todas as áreas, seja saúde, educação, segurança pública e até mesmo o controle ambiental”, ressalta o governador do Amazonas Eduardo Braga.

Os benefícios educacionais e informativos que a internet está proporcionando já se materializaram, uma vez que entre os conteúdos mais acessados estão os serviços fornecidos pelo Estado, como inscrições em concursos, consultas a CPF entre outros. A utilização da internet como fonte de pesquisa para atividades escolares é outro grande foco de interesse da população.

Em Tefé, a internet já proporcionou a redução de custos para a população, pois os serviços oferecidos são gratuitos, afirma Frank Queiroz, diretor da Câmara Municipal da cidade.  “Além dos 80 funcionários e 10 vereadores com acesso a internet, a cidade terá, ainda esse ano, um centro de atendimento ao cidadão, com serviços jurídicos e atendimento especial a mulheres e idosos. Esse telecentro irá facilitar a rotina de trabalho da Câmara,” afirma Queiroz.

Já em Maracapuru, o governo montou um telecentro com 10 computadores para atender a população diariamente e sem nenhum custo. “A demanda é bastante intensa. Já chegamos a ter 100 usuários num único dia e já existe espera em algumas ocasiões”, explica o coordenador do telecentro, Arnaldo Costa Campos.

As imensas possibilidades da internet via satélite entusiasmam o governo. “Poder levar a conectividade aos municípios foi uma ótima surpresa. Com certeza, este acesso está ajudando muito no crescimento do Estado” afirma o governador Eduardo Braga. Este entusiasmo também é reforçado pelo diretor da SEPLAN, que destaca a usabilidade como aumento considerável no desenvolvimento econômico do estado e da população do Amazonas.

Amazonas Digital

O projeto teve início no final de 2008, com o contrato firmado entre a HUGHES e a PRODAM – Empresa de Processamento de Dados do Estado do Amazonas. A iniciativa prevê a iluminação de todos os municípios do interior do Estado com sinal sem fio de internet, que chegará via satélite e será retrasmitido via WiMAX. O cronograma prevê que toda a instalação seja concluída em 36 meses. Na primeira fase, 15 municípios receberão a infraestrutura prevista, o que inclui rede wireless conectando os órgãos públicos, um telecentro com 10 computadores e um hotspot.

Além dos moradores dos 61 municípios que receberão essa tecnologia, órgãos e secretarias municipais e dos Governos Estadual e Federal e os pequenos empresários da região também serão beneficiados, pois os serviços públicos poderão ser disponibilizados online.

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17 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Diretor de negócios de internet da operadora diz que taxa é cinco vezes acima do que a população estava acostumada a usar, por acesso discado. Quanto aos provedores, a empresa ainda não sabe quem disponibilizará os serviços.

A Telefônica realizou nesta sexta-feira (16/10), no Futurecom 2009, uma coletiva de imprensa para detalhar as ações da empresa, em relação à parceria com o governo do estado de São Paulo e a oferta da banda larga popular. Segundo Fábio Bruggioni, diretor de negócios de internet da operadora, entre as decisões, o serviço estará disponível exclusivamente para os assinantes de telefonia.

Para o executivo, a desoneração tributária ao governo paulista não terá efeito, “porque nunca existiu esse mercado de banda larga, já que as pessoas, no máximo acessavam a internet por dial-up”, diz . Bruggioni também informou que a empresa ainda não realizou um cálculo total em relação ao subsídio estatal, devido a companhia não ter iniciado a venda dos serviços. “A renúncia fiscal não é tanto significativa”, completa.

Quanto a possibilidade de incluir no processo de desoneração outros produtos e, até mesmo serviços para, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, informou que não houve uma conversa com o governo sobre esse aspecto e que a conversa esteve focada na redução de ICMS sobre os serviços de banda larga. “Avaliamos apenas o acesso à classe C e D”.

Até o momento a Telefônica não concluiu quais os provedores que estarão incluídos no programa de banda larga popular. “Hoje, já existem alguns que trabalham com o Speedy, mas ainda está em aberto”, diz Bruggioni.

No programa de banda larga popular, a operadora decidiu oferecer uma taxa de velocidade com 250Kbps. Bruggioni explicou que a escolha foi baseada em dois aspectos de visão: consumidor e empresa.

Em relação ao consumidor, o executivo diz que o consumidor possui um modelo diferente de acesso, cujo estudo mostra que a classe C e D usa no primeiro ano apenas 40% de internet, aumentando gradativamente. “Antes, eles usavam apenas 56Kbps, com a taxa oferecida são cinco vezes maior. No primeiro momento atende”, completa. Já na questão empresarial, o executivo avalia que a operadora tem preocupações em atender e “derrubar a barreira de entrada na internet rápidal, mas que possa oferecer com qualidade”.

Speedy
Fábio Bruggioni informou que até o final do ano, haverá novas ofertas do Speedy, como prestação de serviços e suporte. Porém, ele não detalhou por causa da falta de alguns acertos contratuais. Desde que reiniciou as vendas dos planos de banda larga, no dia 26 de agosto, a operadora totalizou a venda de 111 mil novas assinatura, sendo 2300 diárias (contando sábado e domingo).

De acordo com um estudo levantado pela Telefônica no estado de São Paulo, 55% da Classe C e D utilizam a banda larga para trabalhos escolares e pesquisa, enquanto que no público A e B, só 40% usam para essa proposta. A empresa também constatou que 60% da população menos favorecida economicamente usam a internet em locais públicos e, desse total, 30% acessam todos os dias.

“Aproximadamente 1,3 milhão de pessoas, clientes da Telefônica, acessam a internet por dial-up. Nossa meta é que entre 12 e 24 meses consigamos atingir a maioria dessas pessoas com o programa do governo”, prospecta Valente.

Fonte Ipnews

Apenas trinta empresas controlam um terço do tráfego mundial da internet

16 de outubro de 2009 Deixe um comentário

O foco das empresas agora é a produção de conteúdo em vez do provimento de conexão.

Mudanças na infraestrutura da internet e na economia, ocorridas nos últimos dois anos, estão causando uma maior concentração no tráfego de dados na Web. É o que afirma o estudo feito pela Arbor Networks e a Universidade de Michigan. Trinta empresas, chamadas por eles de “hipergigantes”, são responsáveis por um terço de todo o transporte de informações na grande rede.

Segundo o The Inquirer, o relatório 2009 Internet Observatory Report, que será apresentado nos EUA no próximo dia 19, na conferência North American Network Operators’ Group (tiny.cc/FqArE), é o resultado de uma pesquisa de dois anos que analisou 256 exabytes (1 exabyte equivale a cerca de 1 bilhão de gigabytes) de dados da Web que trafegaram por 110 operadores de Internet a cabo, redes regionais e provedores de conteúdo do planeta.

De acordo com o trabalho, a situação era bem diferente há cinco anos, quando o tráfego de internet era mais bem distribuído mundialmente, com dezenas de milhares de empresas gerenciando websites e servidores. Hoje, há somente um punhado de enormes provedores de conteúdo, acesso e hospedagem.

Craig Labovitz, cientista-chefe do grupo que fez a pesquisa, disse que, em 2007, metade do tráfego de internet era gerado por entre 5 e 10 mil companhias. Desde então, entretanto, ocorreu uma maior agregação de conteúdo e, agora, apenas 150 empresas, lideradas por gigantes como Google, Yahoo e Facebook, são responsáveis pela mesma quantidade de informações transmitidas.

Grande parte desse fenômeno pode ser atribuído às mudanças econômicas, que levaram ao colapso muitos dos serviços de provedoria, acesso e comunicação em massa de dados. Da mesma forma, observou-se uma ascensão dos modelos de negócio baseados em publicidade (dentro de websites). Labovitz explica a mudança:

“A internet era [o paradigma da] conectividade, uma malha de redes conectadas entre si. Ela era muito hierárquica, com o tráfego, e o dinheiro, indo diretamente para os provedores de acesso. Mas, agora, o conteúdo é mais valioso do que a conectividade.”

Outro efeito dessa mudança econômica é que, assim como a consolidação de conteúdo, grandes provedores, como o Google, estão estabelecendo relações diretas com os consumidores, passando por cima dos tradicionais fornecedores.

“Em seus primeiros 12 anos, a internet foi principalmente dar conexão a empresas e residências. Essa era a tecnologia e essa era a estória. Agora, a conectividade é onipresente e os preços estão caindo, e a inovação não está na conexão, mas no conteúdo – aproximando –a dos consumidores e dos negócios”, afirmou Labovitz.

O relatório destacou também a diminuição da quantidade de aplicações e protocolos de comunicação para a internet. Anteriormente, havia protocolos específicos para cada serviço, e a cada vez que se inventasse uma nova forma de transferir um arquivo ou enviar um streaming de áudio, por exemplo, um novo protocolo era criado. Hoje as coisas estão mais padronizadas, e os desenvolvedores preferem empregar um protocolo “famoso” do que criar o seu próprio, garantindo assim interoperabilidade.

As plataformas de desenvolvimento também estão em menor número. Se antes havia tantas plataformas quanto desenvolvedores, hoje a maioria já migrou para um pequeno número delas, sendo uma dos mais notáveis o Flash.

Labovitz vê com bons olhos as mudanças. “À medida que o conteúdo está ficando melhor e mais rápido, vai mudar a face da internet, o que é estimulante para as empresas e consumidores. Estamos entrando na segunda era da internet”, diz o pesquisador.

Referencia Luciana Alves geek