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Telecos criam serviços de voz e SMS sobre LTE VOIP

7 de novembro de 2009 1 comentário

AT&T, Orange, Telefônica, TeliaSonera, Verizon, Vodafone, Alcatel-Lucent, Ericsson, Nokia Siemens, Nokia, Samsung e Sony Ericsson definiram soluções, com o objetivo de assegurar a introdução progressiva e entrega de serviços de voz e de SMS em redes 4G.

Empresas de telecomunicações desenvolveram conjuntamente um perfil técnico para serviços de voz e SMS LTE, chamado de One Voice. A proposta do perfil é definir um conjunto ideal de dados especificado pelas funcionalidades 3GPP que todos os intervenientes do setor, incluindo fornecedores, prestadores de serviços e fabricantes de terminais, possam usar para oferecer soluções de voz compatíveis ao 4G.

Discussões colaborativas abertas concluíram que a solução IP Multimedia Subsystem (IMS), conforme definido pelo 3GPP, é a abordagem mais adequada às expectativas dos consumidores por qualidade de serviço, confiabilidade e disponibilidade quando na mudança dos serviços existentes de telefonia para serviços IP baseados em LTE. Esta abordagem abre caminho também para a convergência de serviços, já que o IMS é capaz de servir simultaneamente a banda larga fixa e as redes sem fio 4G.

Ao seguir o perfil definido em conjunto técnico, a indústria pode assegurar roaming internacional de voz e interoperabilidade para LTE e serviços de SMS, garantindo a continuidade desses serviços essenciais aos assinantes.

O objetivo da iniciativa é assegurar o mais amplo ecossistema possível para o LTE e evitar a fragmentação de soluções técnicas. Os operadores de rede serão capazes de desenvolver mais rapidamente seu ecossistema 4G personalizado, em colaboração com os fornecedores de equipamentos de rede e fabricantes de dispositivos. Outra proposta é garantir a interoperabilidade global e a capacidade de oferecer simultaneamente o acesso banda larga e serviços de telefonia sobre LTE irá criar bases sólidas para futuros negócios.

Por um Android mais livre

27 de outubro de 2009 1 comentário

As plataformas para celulares baseados em Linux não passam de distribuições especializadas. Como acontece com outras distribuições, o sucesso ou o fracasso das plataformas para telefones depende delas conseguirem atender às necessidades de seus usuários. O Android é uma plataforma de grande destaque no momento, resultado da entrada de mais dispositivos portáteis no mercado e também das ações tomadas pelo Google em relação às distribuições derivadas dessa plataforma. Está claro que no momento o Android não atende às necessidades de todos os seus usuários, mas há mudanças em andamento que podem melhorar essa situação.

A poeira levantada pelo Google ao embarreirar o mod Cyanogen para telefones com o Android já baixou. Não dá para contestar a afirmação do Google de que o Cyanogen estava redistribuindo software proprietário de formas não permitidas pela licença. Mas várias pessoas contestaram o bom senso do Google; afinal, esses aplicativos podem ser baixados de graça em outros lugares, e só podem rodar em telefones que já vieram com uma cópia incluída. Logo, impedir sua redistribuição não traz muitas vantagens (se é que traz alguma) ao Google, e essa atitude foi um balde de água fria nas comunidades de entusiastas que promoviam o Android e tentavam aperfeiçoá-lo. Agora essas comunidades estão tentando se reagrupar e continuar com seus trabalhos, mas as regras do jogo mudaram.

Há tempos, Jean-Baptiste Queru tem sido o representante do Google mais amigo da comunidade; é evidente que ele passa bastante ajudando os outros desenvolvedores a trabalhar com o Android. Agora ele é a peça central de uma tentativa de transformar o AOSP (ou “Projeto de Código Aberto Android”) do Google em um projeto merecedor desse nome. Jean-Baptiste descobriu (meio atrasado, diga-se de passagem) qual é um dos principais obstáculos para quem deseja contribuir com a plataforma: a dificuldade de botar para rodar as alterações feitas por essas pessoas.

O alvo principal do Android são os telefones. Isso significa que, no fundo, no fundo, permitir que os desenvolvedores façam sua parte implica em grande parte em permitir que o Projeto de Código Aberto Android seja usado em telefones. E não estou querendo dizer apenas que deve ser possível compilar e inicializar o Android neles, mas sim que é preciso que ele possa ser utilizado em um telefone no dia a dia. E no momento, isso não é possível. A variedade de aplicativos é muito limitada, nem todos os aplicativos funcionam e há algumas probleminhas esquisitos no sistema.

Também não faz sentido esperar que todos os contribuidores tenham que aplicar o mesmo conjunto de patches manuais para obter um estado funcional básico. O certo seria o Projeto de Código Aberto Android funcionar de primeira em hardware mais difundido.

Qualquer um que já tenha tentado compilar e instalar o Android sabe que isso não é o que acontece hoje. Parte do problema está no enorme tamanho e complexidade da plataforma Android como um todo; e não há muito que se possa fazer nesse sentido. Mas até os donos daquele modelo de telefone voltado para os desenvolvedores do Android (o Android Developer Phone, ou ADP1), que obviamente esperavam poder desenvolver aplicativos para seus telefones, têm que conseguir um conjunto de componentes proprietários e incorporá-los ao pacote todo. Sem falar no problema dos aplicativos proprietários. Um Android totalmente livre não tem mapas, gmail e agenda, nem os aplicativos do Android Market ou os back-ends de sincronização que mantêm o sistema atualizado com a nave-mãe. Não dá para se virar com uma versão dessas em um telefone usado no dia a dia.

De acordo com Jean-Baptiste, é bom começar pelo hardware em que o Android funciona com facilidade: o ADP1, obviamente. Depois que os problemas com o hardware forem superados, pode ser uma boa ideia começar a conversar sobre os aplicativos que estão faltando. Mas até que os desenvolvedores possam criar com facilidade uma versão que rode em um telefone de verdade, não faz muito sentido se focar em objetivos maiores. Com a iminente chegada do AOSP 1.0, parece que a etapa preliminar está prestes a ser concluída.

Não deve ser tão difícil resolver os outros problemas. Se o aplicativo do gmail não for disponibilizado, dá para ler email por IMAP — e isso pode inspirar alguns a aperfeiçoar o aplicativo de email duro de engolir que vem com o Android. Há muita gente interessada em utilitários gratuitos para mapas, incluindo ferramentas como o AndNav, que tem potencial para superar o programa de mapas do Google. O AndNav funciona com dados do OpenStreetMap e faz navegação curva a curva, algo que a ferramenta do Google provavelmente nunca será capaz de fazer. O SlideME é oferecido como substituto gratuito ao Android Market. E por aí vai.

A parte mais difícil talvez inclua as ferramentas que exigem sincronização com os serviços do Google; esses protocolos nem sempre são abertos. Já ficou claro que o Projeto de Código Aberto Android, hospedado no Google, não vai hospedar software desenvolvido para protocolos que tenham sofrido engenharia reversa. Logo, se o Google continuar se recusando a disponibilizar os back-ends do gmail, da agenda e do Android Market, esses aplicativos simplesmente não serão suportados nas versões livres. É claro que nada impede a implementação de aplicativos que se sincronizem a serviços hospedados em outros lugares.

Outra área em que a presença do Google se faz notar no projeto é na licença:

A (L)GPL 3 está completamente fora de questão — a indústria de celulares tem tanto medo dela que todo o ecossistema do Android seria prejudicado se código com essa licença entrasse no Projeto de Código Aberto Android.

A GPL 2 talvez possa ser permitida em componentes novos, mas dado o esforço que o Android vem fazendo para evitar software licenciado por ela, acho que vai ser difícil.

Quem procura por um projeto mais independente pode se interessar pela Open Android Alliance, que está tentando criar uma versão totalmente gratuita do Android, sem a participação do Google. A página do projeto (hospedada, ironicamente, no Google Code) afirma que os novos trabalhos serão licenciados sob a GPL 3. Parece que os desenvolvedores da OAA não estão atados à GPL 3, mas certamente há desenvolvedores que gostariam de ver alguma licença de copyleft ser usada. Se o Google não ajudar e eles tiverem que reimplementar os aplicativos, dizem eles, o certo é que o Google não possa usar o código deles e distribuí-lo em outros aplicativos proprietários.

A Open Android Alliance tem vários desenvolvedores que supostamente estão trabalhando em diversos aspectos desse problema. Mas parece que ele não têm uma lista de discussão e nem disponibilizam código algum para download. O projeto nasceu recentemente, e sua viabilidade a longo prazo ainda não pode ser determinada.

O que está claro é que as pessoas levam a sério a ideia do “telefone aberto”. Não basta jogar um monte de código em um servidor git online; muita gente quer esmiuçar os dispositivos que possui. O Google talvez esteja começando a perceber isso, embora venha tendo problemas para equilibrar a pressão da comunidade de desenvolvedores, das operadoras de celular, dos fabricantes de hardware e de seus próprios advogados. Ainda não ficou claro se essa percepção vai se traduzir em um nível de abertura suficiente no projeto Android, mas parece que as coisas estão tomando o caminho certo.

Pelo visto, a possibilidade do Linux “dominar o mundo” no mercado de telefones está ao nosso alcance. Mas quais distribuições Linux vão participar desse sucesso? Há vários telefones com o Android por aí, mas há um número ainda maior baseado em outras distribuições Linux e na plataforma LiMo. Em breve (talvez não tão “em breve” quando alguns de nós desejariam) haverá telefones com o Maemo para nós brincarmos, e não seria de se surpreender se telefones com o Moblin aparecessem num futuro não muito distante. Algumas dessas plataformas vão se sair melhor do que outras no mercado. E é bem provável que a plataforma mais aberta, que atraia o maior número de desenvolvedores interessados, seja a vencedora.

Fonte Guia do hardware

Modernização da gestão pública e inclusão digital

26 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Cidade do interior do Espírito Santo começa a planejar projeto

Em dezembro os moradores de Nova Venécia, cidade de 46 mil habitantes localizada no norte do Espírito Santo, poderão navegar pela internet gratuitamente e desfrutar de melhorias na administração pública, que passará a contar com inovações. Naquele mês começa a funcionar o piloto do projeto Nova Venécia Digital, que já está sendo articulado pela prefeitura. No momento, o poder público está elaborando os editais, a serem lançados nas próximas semanas.

Segundo Rogério Queiroz, diretor de tecnologia da prefeitura, o Nova Venécia Digital será construído em duas frentes. Uma, voltada para a modernização da administração, com a substituição de máquinas, o uso de novas tecnologias para melhorar a comunicação entre as secretarias e prédios públicos e programas que agilizem a tomada de decisões, além da construção de uma rede de fibra ótica. A outra vertente será a de inclusão digital. O sinal de acesso à internet utilizado pela prefeitura será distribuído gratuitamente aos morados via Wi-Mesh. As especificações dos projetos, contudo, ainda estão sendo estudadas.

“O parque tecnológico da prefeitura hoje está defasado, precisando de atualização”, diz Queiroz. “E o acesso à rede na cidade é muito caro e ruim. Por isso vamos agir para melhorar esses dois aspectos”. O diretor afirma não ser possível ainda estabelecer uma data para o lançamento dos editais, pois alguns estudos estão em andamento. Contudo, garante que a intenção é divulgá-los a tempo de ter um projeto piloto funcionando em dezembro. O formato deve beneficiar entre 100 e 200 famílias neste primeiro momento. E adianta: “Teremos dois telecentros para quem não pode ter computador em casa e investiremos também em segurança, instalando câmeras, e em economia, com  telefonia via IP.”

“Não bastará ao município a abertura do sinal de internet para todos. Haverá o envolvimento da comunidade  para que seja implantado  um sistema desse nível”, afirmou o prefeito, Wilson Japonês.

Apesar de muito ainda estar sendo pesquisado e planejado, parte do projeto já saiu do papel. Em julho, oito mil alunos da rede municipal de ensino receberam kits educacionais compostos por livros e CDs. O material servirá de apoio eletrônico às aulas nos laboratórios de informática das escolas. As 35 unidades de ensino municipal já contam com acesso à internet via Wi-Fi e estão interligadas à Secretaria de Educação.

Os professores também foram agraciados com kits, fornecidos pela Microkids. A empresa, especializada em informática educacional, realizou oficinas de capacitação com os docentes para expor metodologias de ensino com uso das novas tecnologias. De acordo com a prefeitura, o uso intensivo de laboratórios de informática é uma novidade nas escolas municipais. Anteriormente, apenas os alunos de unidades particulares tinham acesso a essa metodologia.

O motor da economia veneciana é o café, que ocupa 20 mil hectares do município. A pecuária de corte e de leite é outro importante produtor de riquezas. O acesso à internet, porém, ainda é um problema na pequena cidade, pois o custo é muito alto. Segundo Queiroz, uma conexão de 300 Kbps custa cerca de R$ 50. “Isto para o acesso residencial. Quando falamos no empresarial, é ainda mais oneroso”, garante. Por isso, o projeto da prefeitura é visto com bons olhos na cidade.

fonte guia cidades digitais

País nórdico é o primeiro a declarar acesso a banda larga um direito universal

26 de outubro de 2009 1 comentário

Enquanto no Brasil discutem-se formas de baratear o acesso à internet, há lugares no mundo em que não só o acesso à rede mundial de computadores se tornou um direito como também a navegação em alta velocidade. É o caso da Finlândia, o primeiro país a declarar o uso da banda larga, com velocidade mínima especificada, um bem comum, que deve estar disponível a todos.

No dia 15 de outubro, o governo finlandês aprovou uma lei que obriga as operadoras de telecomunicações a proverem conexões de ao menos 1 Mbps à totalidade de residências da nação até julho de 2010.

A decisão é um passo à frente de outros países, como França, Grécia e Estônia, que consideram o acesso ao ciberespaço um direito humano, mas não especificam em que velocidade mínima e nem legislaram sobre o assunto.

De acordo com comunicados, o governo do país nórdico tomou a decisão ao perceber a importância da comunicação por dados na atualidade e por reconhecer que as empresas privadas daquele país não iriam atender, por si sós, a demanda dos cerca de cinco milhões de habitantes. A maior preocupação é com áreas rurais pouco povoadas.

A ministra das Comunicações, Suvi Lindén, afirmou que o mercado de acesso à internet via banda larga alcançou um ponto no qual a infraestrutura necessária não é mais viável comercialmente. “O desenvolvimento precisa ser garantido de forma que todos os membros do público e de empresas, independentemente de sua localização, tenham oportunidade de usar os serviços da sociedade da informação”, declarou.

Já o secretário de transportes e comunicações, Henri Pursiainen, acredita que a legislação é necessária para suprir os anseios de toda a população. “Conexões de dados não são mais apenas entretenimento, mas uma necessidade. Uma infraestrutura de comunicações igualitária não virá sem ação estatal”, afirmou.

A nova lei, porém, não garante gratuidade e encarrega as empresas de prestarem o serviço. A tecnologia a ser utilizada fica a cargo das operadoras. Para facilitar o alcance da meta, o governo permite uma perda de até 25% na velocidade caso sejam utilizados equipamentos sem fio, mais baratos do que a instalação de fibras óticas.

A nova lei faz parte de um plano de “iluminar” o país com banda larga de 100 Mbps até 2015. A estimativa é que na capital, Helsinque, as conexões domésticas alcancem a casa dos gigabits. O plano nacional de banda larga acabou sendo antecipado, já que previa a oferta de banda larga em todo país só em dezembro de 2010.

Segundo o governo finlandês, em meados de 2008, 83% da população utilizava a internet. Deste total, 80% o faziam diariamente por meio de 2,1 assinaturas de serviços de conexão à internet via banda larga. Os números colocam o país, sede da Nokia e local de nascimento do inventor do Linux, Linus Torvald, entre os com maior percentual da população conectada no mundo.

Fonte guia cidades digitais

BH inaugura novo hotspot para conexão gratuita à internet

24 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Em 2007, a prefeitura de Belo Hprizonte assinou, com o Ministério das Comunicações, um convênio para a implantação de uma rede WiMAX na cidade. Ontem, com a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e do prefeito da cidade, Márcio Lacerda, foi inaugurado mais um hotspot — ponto de conexão à internet, por meio da rede sem fio — disponíveis na cidade. Agora, são 13 os pontos ativos, em praças, parques e prédios públicos e nas vilas do Cafezal e Papagaio.

Nos últimos dois anos, 5 mil moradores da cidade se cadastraram para usar o serviço, disponível gratuitamente, por duas horas a cada dia, para cada cadastrado. O convênio com o Ministério das Comunicações, de R$ 3,7 milhões, se concluiu com a implantação de 12 torres de transmissão sem-fio, que cobrem 95% da área da cidade. Para prover cobertura total, a todos os cidadãos, ainda é necessário implantar pontos de rede em áreas de sombra. Belo Horizonte é uma cidade acidentada, por isso foi uma das escolhidas para testar a rede WiMAX.

De acordo com a prefeitura, a área de cobertura da rede de comunicação é de 340 quilômetros quadrados, inclusive locais de grande concentração popular, como o Parque Municipal, a Praça da Liberdade, a Rodoviária, a Praça da Pampulha, o Parque das Mangabeiras, além das comunidades Aglomerado Cafezal e Vila Papagaio, e das praças Sete de Setembro e da Estação.

Programa BH Digital
A instalação de pontos de conexão nessas 13 localidades permite o acesso livre à população em geral. Além disso, dentro do Programa BH Digital, cerca de 400 órgãos públicos e associações de bairro, igrejas, organizações não-governamentais, escolas e postos de saúde, 150 telecentros e Postos de Internet Municipais estão conectados. A infra-estrutura da rede sem fio em Belo Horizonte é composta por nove estações de rádio base central, com torres de 30 metros de altura distribuídas pelo município. O acordo de cooperação da prefeitura com o Ministério das Comunicações permite que ambulâncias tenham conexão à rede de seus equipamentos de voz, dados e imagem. O backbone de fibras ópticas é o da Prodabel, empresa de processamento de dados do município. O investimento total no Programa BH Digital será de R$ 30 milhões. Ele deverá chegar a 50 hotspots até 2012, além de mais de 600 órgãos públicos e entidades ligados à rede mundial de computadores.

Modelo

Ainda não há, de acordo com Silvana Veloso, diretora de Inclusão Digital da Prodabel, um modelo de como a prefeitura vai manter o serviço de conexão — se vai ou não ser sempre gratuito, ou se vai se cobrar e como, por exemplo. “Ainda é preciso haver um debate na cidade sobre isso”.  A experiência de Belo Horizonte, no entanto, tem algo a oferecer à discussão sobre como se fazer um Plano Nacional de Banda Larga. Silvana acredita que a recuperação, para o poder público, das fibras da Eletronet, que estão sem uso, é fundamental. E as parcerias, também. “Temos interesse em integrar esta rede, quando estiver operando, à nossa”, explica ela.

Empresa canadense traz para o Brasil solução que controla tráfego de rede móvel

20 de outubro de 2009 Deixe um comentário

Solução myPolicy foi desenvolvida para restringir o acesso desnivelado de usuários do iPhone e BlackBerry, cuja função será disponibilizar somente o que cada pessoa utiliza e sem prejudicar o serviço wireless.

A companhia canadense Bridgewater criou uma solução que ofereça controle do crescente tráfego de dados na rede, por meio de dispositivos móveis como iPhone e BackBerry. Segundo Carlos Aguilar Mendoza, engenheiro de sistemas sênior da companhia, com o myPolicy os usuários finais não terão surpresas em suas contas no final do mês, porque estarão limitados a uma determinada quantidade de acesso.

O executivo esclarece que a ferramenta foi desenvolvida com o intuito de melhorar o uso da rede pelos consumidores e que “as operadoras que agregarem essa funcionalidade terão um retorno garantido, já que seus clientes não terão problemas com o sistema sobrecarregado”, explica.

Para Mendoza, também é importante que as operadoras adotem um sistema como esse, para contornar um possível colapso do backhall. “Oferecemos uma personalização da experiencia de consumo e oferecemos melhorias de tráfego, pois quando percebemos um congestionamento na rede, a equilibramos para que todos os usuários usem de maneira equivalente e somente o necessário, Não havendo desperdício”.

A solução se aplica aos padrões de GSM, CDMA, além do LTE e WiMAX, pelo qual a Embratel já é cliente da companhia. De acordo com o executivo, a expectativa da entrada no Brasil é grande, pois “a experiência é muito mais amigável, diz.

Segundo Mendoza, a plataforma é única e controlada pelo próprio usuário, fazendo com que ele tenha domínio total do recurso. “Para a operadora que disponibilizar o myPolicy, a qualidade de relacionamento com o cliente também ficará melhor”, afirma.

Internet via satélite acelera desenvolvimento do Amazonas

17 de outubro de 2009 3 comentários

Quatro municípios já integram a rede e mais de 80 mil pessoas já acessam a internet para atividades relacionadas a serviços do Estado e também educacionais.

O interior do Estado do Amazonas pode não estar tão longe e isolado assim. Já está em operação em quatro dos 61 municípios do Estado, o projeto Amazonas Digital, que leva a tecnologia wireless para acesso à internet. Esta tecnologia, fornecida pela HUGHES e pela PRODAM, para a SEPLAN – Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado deve proporcionar, até o final deste ano, internet para cerca de 75% da população.

O projeto vai formar uma rede municipal de comunicação conectada via satélite com a capital Manaus. O objetivo é modernizar o governo estadual e democratizar o acesso à internet. Segundo a SEPLAN, cerca de 80 mil pessoas já estão acessando a internet por este serviço nas cidades de Manacapuru, Tabatinga, Tefé e Itacoatiara.

A iniciativa prevê a iluminação de todos os municípios com sinal sem fio de internet que chegará via satélite e será retransmitido via WiMAX. A instalação teve início pelos municípios mais populosos, depois serão atendidos aqueles com maior potencial turístico. O objetivo deste projeto é facilitar a implantação dos processos de modernização do governo estadual, democratizar o acesso aos dados do Estado e facilitar a comunicação dos municípios entre si com a capital.

“Nós governamos um Estado imenso, que possui dimensões continentais e essa tecnologia vai ser muito útil. Por meio dela, teremos plena governabilidade em todo o território amazonense e isso facilitará o controle e a tomada de decisões em todas as áreas, seja saúde, educação, segurança pública e até mesmo o controle ambiental”, ressalta o governador do Amazonas Eduardo Braga.

Os benefícios educacionais e informativos que a internet está proporcionando já se materializaram, uma vez que entre os conteúdos mais acessados estão os serviços fornecidos pelo Estado, como inscrições em concursos, consultas a CPF entre outros. A utilização da internet como fonte de pesquisa para atividades escolares é outro grande foco de interesse da população.

Em Tefé, a internet já proporcionou a redução de custos para a população, pois os serviços oferecidos são gratuitos, afirma Frank Queiroz, diretor da Câmara Municipal da cidade.  “Além dos 80 funcionários e 10 vereadores com acesso a internet, a cidade terá, ainda esse ano, um centro de atendimento ao cidadão, com serviços jurídicos e atendimento especial a mulheres e idosos. Esse telecentro irá facilitar a rotina de trabalho da Câmara,” afirma Queiroz.

Já em Maracapuru, o governo montou um telecentro com 10 computadores para atender a população diariamente e sem nenhum custo. “A demanda é bastante intensa. Já chegamos a ter 100 usuários num único dia e já existe espera em algumas ocasiões”, explica o coordenador do telecentro, Arnaldo Costa Campos.

As imensas possibilidades da internet via satélite entusiasmam o governo. “Poder levar a conectividade aos municípios foi uma ótima surpresa. Com certeza, este acesso está ajudando muito no crescimento do Estado” afirma o governador Eduardo Braga. Este entusiasmo também é reforçado pelo diretor da SEPLAN, que destaca a usabilidade como aumento considerável no desenvolvimento econômico do estado e da população do Amazonas.

Amazonas Digital

O projeto teve início no final de 2008, com o contrato firmado entre a HUGHES e a PRODAM – Empresa de Processamento de Dados do Estado do Amazonas. A iniciativa prevê a iluminação de todos os municípios do interior do Estado com sinal sem fio de internet, que chegará via satélite e será retrasmitido via WiMAX. O cronograma prevê que toda a instalação seja concluída em 36 meses. Na primeira fase, 15 municípios receberão a infraestrutura prevista, o que inclui rede wireless conectando os órgãos públicos, um telecentro com 10 computadores e um hotspot.

Além dos moradores dos 61 municípios que receberão essa tecnologia, órgãos e secretarias municipais e dos Governos Estadual e Federal e os pequenos empresários da região também serão beneficiados, pois os serviços públicos poderão ser disponibilizados online.